Florence Nightingale (1820-1910)
Inglesa, criadora da enfermagem moderna, nasceu em Florença, daí o seu nome. Filha
de pais ingleses abastados que lhe deram uma educação nas artes e letras, mas que
não admitiam que uma filha pudesse tratar feridos e pobres num hospital, dado que a
enfermagem ainda não era uma profissão digna. Florence insistiu e foi estudar noções
de enfermagem num instituto, na Alemanha. Esteve como supervisora, em 1853, num
hospital feminino de Londres, nas vésperas da Guerra da Crimeia, que envolveu a
Grã-Bretanha e a Turquia. Conhecedora pelas notícias dos jornais das condições em
que estavam os militares nos hospitais de campanha meteu-se num barco e partiu para
a Turquia com mais uma trinta e oito mulheres com preparação de enfermagem. No
hospital militar, apenas com mais
lavagem das feridas e das mãos a percentagem de mortes foi reduzida drasticamente.
Depois das dificuldades de verem mulheres em campos de batalha foi muito apoiada e
criou a Escola de Enfermagem Nightingale em Londres, em 1856. Devido ao exemplo e
generosidade de Florence, o suíço Jean Henry Dunant viria a criar a Cruz Vermelha
Internacional, em 1864, baseada no trabalho voluntário de apoio a feridos de guerra,
que depois se generalizou a todos os necessitados. A escola de Florence foi modelo
para muitas outras em todo o mundo. Escreveu "Notas sobre hospitais". Com Florence a
enfermagem passou a profissão respeitável e as análises clínicas com dados
estatísticos foram incentivados por ela, que tinha vastos conhecimentos de
Matemática. Tendo vivido na época vitoriana foi uma mulher para lá do seu tempo. O
seu nome parecia estar predestinado, pois quer dizer "rouxinol."
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