FRANÇOISE GIROUD de seu nome France Gourdji (1916-2003)
Jornalista, escritora, cronista, ensaísta e política francesa, de origem suíça.
Mulher de acção, combatente e militante, esteve na Resistência contra a ocupação da
França na 2ª Guerra Mundial. Foi presa pela Gestapo e encarcerada em Fresnes.
Manifestou-se já depois da guerra contra a Guerra da Argélia e foi uma acérrima
defensora da causa das mulheres jornalistas. Em 1932 escreveu o guião do filme
“Fanny” a que se seguiram “A Grande Ilusão” e “António e Antonieta”. Foi directora
da revista Elle e co-fundadora com Jean-Jacques Servan-Schreider, seu grande amor, o
semanário francês L'Express, de que foi directora de 1953 1974, quando passou a ser
secretária de Estado do Governo de Jacques Chirac. Depois passou a secretária de
Estado da Cultura de Raymond Barre. Teve uma intensa vida política até 1979. Em 1983
passou a editora do Nouvel Observateur. Fez crítica literária e publicou uma
biografia de Alma Mahler(1988)
e do casal Karl e Jenny Marx, 1992. Escreveu «Mon très cher amour» numa noite.
Dentre as suas frases cheias de sabedoria disse "O discurso é o que distingue o ser
humano do animal e o democrata do bruto" e ainda "O mais insuportável não é a
infelicidade suportada, mas a infelicidade imaginada". Foi uma talentosa jornalista
e como escritora deixou-nos biografias de grandes mulheres como Lou Salomé, Cosima
Wagner, Marie Curie e Alma Mahler, entre outros. Escreveu um livro autobiográfico
com o título "Arthur ou le bonheur de vivre" (1997).
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