O Leme - Turismo - Berlim

   Procurar:

 

Portal > Conteúdos > Turismo > Alemanha > Berlim

O LEME - TURISMO


DIRECTÓRIO

Agências de Viagens
Aluguer de veículos
Companhias Aéreas
Companhias Ferroviárias
Companhias Marítimas
Companhias Rodoviárias
Embaixadas e Consulados
Eventos Turísticos
Hotelaria Outros Países
Hotelaria Portugal
Informações Turísticas
Operadores Turísticos
Parques de Campismo
Portais Turísticos
Promoções Turísticas
Reportagens Fotográficas
Revistas Turísticas

Mapa de Berlim



Mapa de Berlim e arredores
distribuído gratuitamente pela MPM

Imagens de Berlim




Lado oriental da Porta de Brandenburgo



Quadriga coroando a
Porta de Brandenburgo



Início da Unter den Linden



Parlamento Alemão - Fachada Poente



Parlamento Alemão - Fachada Sul



Rua que une a Porta de Brandenburgo ao Parlamento Alemão


BERLIM

Texto de Jorge de Freitas


Como chegar


Diversas companhias de aviação têm voos para Berlim. Consulte, entre outras, a TAP, a Portugália, e a Lufthansa. Recomenda-se que utilize, de preferência, um voo directo. As escalas nos grandes aeroportos obrigam, muitas vezes, a grandes caminhadas por longos corredores. É o caso do aeroporto internacional de Frankfurt onde, mesmo andando velozmente, nunca se leva menos de 20 minutos na deslocação entre o terminal de chegada e o de partida...

Para além do Berlin Brandenburg International, Berlim tem mais três aeroportos: Tempelhof, Schönefeld e Tegel, respectivamente a 29, 20 e 8 Km do centro da cidade. Se tiver a sorte de aterrar no aeroporto de Tegel estará de parabéns: para além da curta distância até ao centro da cidade, o serviço neste aeroporto é excelente: sai-se do avião por uma manga no final da qual se encontra imediatamente uma passadeira rolante contendo as malas daquele voo. A saída para os transportes públicos fica logo em frente. Esta eficiência é possível graças ao desenho hexagonal da gare, o qual previu, no seu interior, espaço para diversos meios de transporte urbano.

Uma vez no exterior, para se dirigir ao seu hotel, pode optar por autocarros normais ou expressos. No entanto, se não conhecer a cidade ou se for muito carregado, o mais aconselhável será utilizar um taxi que, até ao centro, não importará em mais de 20 € (a).


Como escolher um hotel


Qualquer agência de viagens lhe pode recomendar bons hotéis em Berlim, efectuando as respectivas reservas de quarto. Se desejar fazer uma marcação directa através da internet, sugerimos a consulta do seguinte site: Berlin hotels online reservations on hotel-booker.com. O Berlin Mark Hotel, da cadeia Blue Band Hotels, é uma boa escolha na relação qualidade-preço. Situado na Meinekestraße, fica a dois minutos de distância de excelentes restaurantes, a quatro minutos da Kurfürstendamm Str., a mais importante artéria da zona ocidental de Berlim, e a curta distância do Zoo, do Metro e da via férria para Potsdam. E se, mesmo em viagem, não dispensa a consulta ao seu correio electrónico, tem, a 4 minutos de distância, uma loja da multinacional Easy Everything, o EasyInternetcafé, com 350 computadores, onde, por apenas 1€ (a), lhe é atribuída uma password para múltiplas entradas na rede, até um limite de 51 minutos.


Rede de transportes


Berlim possui uma excelente rede de transportes: autocarros (de um e dois pisos), eléctricos (na zona oriental), vários linhas de metropolitano e comboios.

Aconselha-se a compra de um passe para 3 dias (welcomeCard). Custa 18€ (a) e dá para 72 horas após validação no primeiro transporte que utilize. Revela-se muito mais económico do que a compra de bilhetes simples, podendo ser adquirido, entre outros locais, nas recepções dos hotéis, nos postos de turismo e nos guichets dos vários meios de transporte urbano. Para além de abranger ainda o percurso turístico Berlim - Potsdam e os transportes nesta última localidade (autocarros e eléctricos), tem, também, a vantagem de conceder descontos na entrada para diversas atracções. Se a sua validade não tiver caducado, pode utilizá-lo, ainda, no seu regresso ao aeroporto de Tegel.

Os transportes públicos não têm controlos de acesso. Não se recomenda, no entanto, viagens sem o respectivo título de transporte. Os fiscais andam à paisana, não admitem desculpas e aplicam multas pesadíssimas...

Como na maioria das metrópoles, existem autocarros que efectuam o percurso turístico da cidade. Poderá, no entanto, utilizar a carreira de autocarros n.º 100 a qual, partindo do centro da cidade, junto ao Zoo, segue praticamente o mesmo percurso...


O Parlamento Alemão (Reichstag)


Philipp Scheidemann declarou, neste edifício, a implantação da República de Weimar.

Na noite de 28 de Fevereiro de 1933, houve um incêndio na sua sala principal, tendo sido atribuídas as culpas aos comunistas. Tal facto motivou inúmeras perseguições políticas conduzidas pelos nazis que acabaram por tomar conta do poder.

Devido ao início da segunda Grande Guerra, o Reichtung acabou por ser reconstruído apenas entre 1957 e 1972, altura em que lhe foi retirada a cúpula e muitos dos ornamentos da fachada.

A partir de 1995, sob planificação de Sir Norman Foster, foi construído, no seu interior, um espaçoso salão encimado por uma cúpula e uma galeria. A primeira sessão do Parlamento Alemão efectuada após a reconstrução, teve lugar em 9 de Abril de 1999.

Conte com enormes filas de espera, se desejar visitar o interior deste monumento.


Breve História da cidade


Alguns séculos A.C., a zona onde hoje se situa Berlim começou a ser habitada por diversas tribos, especialmente pelos Sémnones Germânicos que se estabeleceram nas margens dos rios Spree e Havel.

No século VI, diversas tribos eslavas construíram fortificações nas actuais zonas suburbanas de Spandau e Köpenick.

Por volta do século XI, Albrecht, guerreiro saxão da Casa dos Ascânios, derrota as tribos eslavas e torna-se o primeiro Markgraf (conde) de Brandenburgo. Por essa altura, estabeleceram-se, nas margens do rio Spree, imigrantes de outras regiões, nomeadamente do vale do Reno e da Francónia.

O primeiro documento histórico berlinense remonta a 1237, aludindo às povoações de Cölln e Berlim, situadas em cada uma das margens do rio Spree, envolvendo o local onde hoje se situa Nikolaiviertel. As duas localidades aliaram-se em 1307, tendo constituído um município comum.

Com a morte, em 1319, do último governante ascânio, Brandenburgo foi disputado pelas casas de Luxemburgo e Wittelsbach, o que originou lutas sangrentas. Em 1414, os habitantes de Berlim, cansados de tanto sofrimento, solicitaram o auxílio do imperador do Sacro Império Romano que lhes enviou, como protector, Friedrich von Hohenzollern, dando origem a 500 anos de domínio da Casa de Hohenzollern.

Em 1432, Cölln e Berlim consolidam a aliança de 1307, tendo-se unficado formalmente.

Com a subida, em 1640, de Friedrich Wilhelm von Hohenzollern ao trono de Brandenburgo, a cidade de Berlim desenvolveu-se enormemente, tanto em extensão como em quantidade de habitantes, atigindo, no final do século XVII, o número de 20 000. Na segunda metade desse século, Berlim foi fortificada, rasgou-se um canal ligando os rios Spree e Oder e foram plantadas tílias na Unter den Linden - hoje uma das mais importantes artérias da cidade [ver imagem, à esquerda], em cujo extremo poente se situa o mais conhecido monumento de Berlim: a Porta de Brandenburgo [ver imagem, à esquerda].

No início do século XVIII, Frederich III, sucessor de Friedrich von Hohenzollen, transforma Bradenburgo num Reino, tendo sido coroado como Friedrich I da Prússia. Berlim passa, então, à categoria de capital prussiana, vendo nascer as Academias de Belas Artes e da Ciência. Imponentes edifícios surgem por todos os lados, sendo de destacar a Zeughaus e o castelo de Verão (Charlottenburg).

No tempo de Friedrich Wilhelm I, filho de Friedrich I, a população de Berlim alcançava os 90 000 habitantes. O rei seguinte, Friedrich II, transformou Berlim numa cidade cultural. Aquando da sua morte, nos finais do século XVIII, a população de Berlim atingia os 150 000 habitantes.

No início do século seguinte, Napoleão Bonaparte vence os prussianos, ocupa Berlim e leva para Paris a Quadriga que encima a Porta de Brandenburgo, orgulho da cidade [ver imagem, à esquerda]. Com a derrota de Napoleão, a quadriga volta a ser colocada no mesmo local, com grande júbilo da população. Inicia-se, nesta época, a industrialização de Berlim: surge uma fábrica de locomotivas em 1837 e, no ano seguinte, é inaugurada a linha ferroviária entre a capital e Potsdam. Berlim enche-se de edifícios grandiosos concebidos, na maior parte, por Karl Friedrich Schinkel. Em 1850 Berlim já tinha 300 000 habitantes.

Em 1861, Otto von Bismarck , ao ser nomeado chancelar, enceta, a partir de 1864, uma política visando posicionar a Prússia à cabeça de todos os estados de língua alemã em detrimento da Áustria. Para o efeito, a Prússia declarou, sucessivamente, guerra à Dinamarca, à Áustria e à França, assumindo o controlo de Schleswig-Holstein, da Confederação do Norte da Alemanha (associação que englobava 22 estados e cidades livres) e das províncias da Alsácia e da Lorena. Em 18 de Janeiro de 1871, Bismark proclama um Império Alemão, tendo por capital Berlim e Wilhelm como imperador (Kaiser). A abolição das barreiras comerciais e as indemnizações pagas pela França, permitiram um enorme desenvolvimento industrial, com o consequente aumento populacional da cidade de Berlim e uma melhoria significativa das infraestruturas urbanas: novo sistema de esgotos (1876), iluminação eléctrica (1879) e instalação de telefones e da primeira linha férrea urbana (1881).

No início do século XX, a cidade atingia 1,9 milhões de habitantes, duplicando esse número volvidos 20 anos.

A primeira guerra mundial não teve um reflexo muito grande sobre a estrutura da cidade.

Em 30 de Janeiro de 1933, Adolf Hitler foi nomeado chanceler, tendo iniciado, com a invasão da Polónia, a 1 de Setembro de 1933, a II Guerra Mundial que se estenderia até 1945, altura em que a Alemanha perde a contenda e Berlim é invadida pelas tropas soviéticas. A partir de 1940, Berlim sofreu inúmeros bombardeamentos, especialmente no último ano da guerra, tendo a maioria dos edifícios ficado em ruínas. Após o fim da guerra, as tropas americanas, britânicas, francesas e soviéticas, reunidas em Potsdam, dividem a cidade em quatro sectores.

Em 1949 nasce, nos territórios controlados pelos soviéticos, a República Democrática Alemã, tendo por capital a zona oriental de Berlim. Os restantes sectores de Berlim ficam, assim, a constituir um enclave dentro do território da RDA. Para evitar a fuga dos berlinenses para os sectores ocidentais, o governo comunista construiu, em 1961, um muro com cerca de 150 Km de extensão, envolvendo os restantes sectores. Quem tentasse ultrapassá-lo, era imediatamente morto.

A partir de 1989, as mudanças políticas que ocorrem na Europa Ocidental levaram à queda do muro de Berlim e à abertura das fronteiras entre a RDA e o restante território da Alemanha (RFA).

Em 1990, a Alemanha reunifica-se e Berlim volta a ser a capital. De então para cá, a cidade tem vindo a sofrer uma completa transformação urbanística, com a reconstrução e reabilitação de edifícios históricos e a edificação de novos bairros voltados para o século XXI, aproveitando, especialmente, as zonas anteriormente ocupadas pelo Muro.

Berlim ressurge, actualmente, em toda a sua imponência, podendo ser considerada uma das mais belas cidades europeias.

Obtenha informações complementares,
consultando o Google e mais 500 motores de busca

(a) Os preços aqui citados reportam-se a 2005, ano em que este artigo foi escrito

Indexar Sítio | Novidades | Sítios mais populares | Modificar Indexação
O Leme é uma marca registada que se dedica, sem fins lucrativos, à criação e alojamento de portal para busca de sites
© 2000-2011 Jorge Francisco Martins de Freitas. Todos os direitos reservados