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Os meios de comunicação social e a influência de Mark Zuckerberg, fundador do Facebook

Preâmbulo

A Humanidade, desde os primórdios da sua existência, sempre considerou a comunicação como fundamental.

As pinturas nas cavernas, feitas há muitos milhares de anos, podem ser encaradas como os primeiros meios de comunicação.

O uso de mensagens escritas em diversos suportes (peles de animais, papiros e outras) era morosa e dispendiosa, pelo que o uso de pombos-correio, por volta do século oitavo a.C., veio dar uma maior rapidez à transmissão das mensagens.

Em 1650, surge o primeiro jornal diário, dirigido a um apreciável número de leitores de uma determinada região. Tinha, no entanto, um defeito: era redigido por um reduzido número de pessoas e a troca de opiniões só era possível muito mais tarde, através de cartas enviadas pelos leitores.

A descoberta do telégrafo em 1840, do telefone em 1876 e do sinal de rádio em 1902, contribui para uma mais rápida comunicação, a que será necessário juntar a transmissão via televisão, ocorrida em 1927.

Todos estes meios tornaram mais rápida a comunicação mas, se excluirmos o telefone, trouxeram, em termos sociais, um entrave à comunicação entre família, vizinhos e amigos que deixaram de interagir entre si para se transformarem em meros ouvintes ou telespetadores.

Com o advento da internet, em 1969, um novo mundo se abre, permitindo, em 1994, o surgimento da Word Wide Web (WWW), ligando em rede todo o mundo. Daqui até à existência, em 1997, das primeiras trocas de mensagens instantâneas foi um pequeno passo.

O mundo começava a estar ligado instantaneamente.

Em 1999, surgem os primeiros blogues, sites que disponibilizavam espaços onde qualquer pessoa podia exprimir as suas ideias sem estar dependentes de outros órgãos de informação como os jornais, a rádio e a televisão. Tinham (ou têm ainda) a particularidade de os seus utilizadores poderem escrever em páginas pré-formatadas sem terem necessidade de possuir conhecimentos de HyperText Markup Language (HTML), linguagem de marcação utilizada na construção de páginas na Web.

Por esta altura, os sites destinavam-se sobretudo a publicitar empresas ou organizações. O sites pessoais não ultrapassavam a fasquia dos mil. Hoje os sites pessoais são na ordem dos milhões! A 15 de agosto de 2000, surge O Leme (www.leme.pt), provavelmente o mais antigo site pessoal português ainda em atividade. Embora alguns destes blogues e sites pessoais permitissem aos seus leitores deixar comentários de forma a interagir com o autor e outros leitores, essa capacidade era limitada e baseava-se numa posição de dependência, pois os leitores não podiam escrever artigos novos, só comentar os do proprietário do blogue.

Nascimento do Facebook

É neste ponto que surge o Facebook. Todos aqui têm um tratamento igual: podem escrever na sua própria página e na dos amigos, se eles assim o permitirem. A plataforma está presente em todos os países do mundo, transformando o planeta numa aldeia global onde toda a gente pode expressar livremente a sua opinião e conviver instantaneamente sem se preocupar com as distâncias. Hoje o Facebook e o Twitter - que surgiria dois anos depois - são ferramentas de comunicação privilegiadas, utlizadas não apenas por cidadãos comuns como pelos maiores líderes do mundo.

Mark Elliot Zuckerberg, nascido em White Plains, a 14 de maio de 1984, ao fundar em 2004 o Facebook, a rede social com maior número de aderentes, transformou o mundo, tornando-se numa das pessoas mais influentes do planeta. Colaboraram com ele, na constituição desta plataforma, Eduardo Saverin, Andrew McCollum, Dustin Moskovitz e Chris Hughes, seus colegas de estudo na Universidade de Harvard.

Com uma fortuna pessoal que o transformam na 36.ª pessoa mais rica do planeta, Mark Elliot Zuckerberg surpreendeu muita gente ao anunciar que ele e sua esposa Priscilla Chan dariam a maior parte da sua riqueza para a Fundação Zuckerberg Chan, com o intuito de "fazer avançar o potencial humano e promover a igualdade".

Perfil de Mark Zuckerberg no Facebook