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História



D. João III, Rei de Portugal

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A 6 de junho de 1502, nasce, no Paço da Alcáçova, em Lisboa, o infante D. João.

Era filho de D. Manuel I de Portugal e de sua esposa D. Maria de Aragão.

Sobe ao trono de Portugal, como D. João III, a 13 de dezembro de 1521, sendo aclamado rei, a 19 do mesmo mês, na Igreja de S. Domingos, em Lisboa.

Como governante, tem de suportar uma crise financeira, a ameaça protestante, o perigo turco, problemas no Estado da Índia, a concorrência ultramarina levada a cabo por franceses e ingleses e a vizinhança do poderoso Carlos V do Sacro Império Romano-Germânico.

Perante todas estas adversidades, D. João III demonstra uma grande dose de sensatez e de realismo, exercendo uma atividade diplomática extremamente intensa.

Herdeiro de um vasto império que se estendia a três continentes, num conjunto territorial que impunha difíceis problemas de administração à distância, faz uma aposta certeira no Brasil, tornando-o o elemento fundamental do Império Português, papel que desempenharia durante cerca de dois séculos e meio.

Protege a cultura, chegando a ser considerado mecenas nacional.

Ganha o cognome de O Piedoso, pela sua devoção religiosa, tendo permitido, em 1536, a introdução em Portugal do Tribunal do Santo Ofício.

D. João III teve 10 filhos mas, infelizmente, morreram todos antes dele:

Filhos anteriores ao casamento com D. Catarina de Áustria:

Filhos após se ter casado, em 1525, com D. Catarina de Áustria:

Com a morte, em 1539, de D. António, restava a D. João III apenas um filho herdeiro legítimo: D. João Manuel, casado com D. Joana, filha de Carlos V.

Como atrás se referiu, D. João Manuel morreu antes do pai mas foi progenitor de D. Sebastião, que viria a suceder ao seu avô D. João III no trono de Portugal.

A morte de D. João III ocorre no Palácio da Ribeira, em Lisboa, a 11 de junho de 1557, estando sepultado no Mosteiro dos Jerónimos.

D. Sebastião, ao desaparecer em combate na batalha de Alcácer-Quibir, haveria de conduzir à perda da Independência de Portugal a favor de Espanha, por não haver mais descendência direta.




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