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Antónia Adelaide Ferreira, A Ferreirinha



A 4 de Julho de 1811, nasce, em Peso da Régua, Antónia Adelaide Ferreira.

A sua família possuía muito dinheiro e vinhas.

O pai, José Bernardo Ferreira, casou-a com um primo, mas este não se interessou pelas plantações da família e dilapidou grande parte da fortuna.

Após a morte do seu marido, ocorrida em 1844, passa, apenas com 33 anos de idade, a dirigir o negócio da família.

A Ferreirinha, como era carinhosamente conhecida, demonstrou ter sempre grande preocupação com o bem-estar das famílias dos trabalhadores e com o desenvolvimento das suas terras e adegas.

Apoiada pelo administrador José da Silva Torres, que seria, mais tarde, o seu segundo marido, Antónia Adelaide Ferreira lutou contra a falta de apoios dos sucessivos governos, mais empenhados em construir estradas e adquirir vinhos espanhóis.

Lutou contra a doença da vinha, a filoxera, e viajou até Inglaterra para obter esclarecimento sobre os meios mais modernos e eficazes de combater esta devastadora praga e bem como obter métodos mais aprimorados de produção do vinho.

A Ferreirinha investiu em novas plantações de vinhas em zonas mais expostas à radiação solar, sem abandonar também as plantações de oliveiras, amendoeiras e cereais.

Percorria e vigiava de perto a Quinta do Vesúvio, uma das suas muitas propriedades.

Em 1849, a produção vinícola era já de 700 pipas de vinho.

Graças a bons acordos, grande parte dos vinhos passou a ser exportada para o Reino Unido, ainda hoje o primeiro importador de Vinho do Porto.

Quando faleceu, em 1896, deixou uma fortuna considerável e perto de trinta quintas.

Deu um valioso contributo para que o vinho do Porto fosse apreciado em todo o mundo.


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