Magazine Efemérides

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Efemérides do dia 7 de dezembro



Nascimento de Lorenzo Bernini
Faleceu a 28 de novembro de 1680

A 7 de dezembro de 1598, nasce, em Nápoles, o escultor e arquiteto italiano Lorenzo Bernini.

Entre as suas obras destacam-se os desenhos da Praça de São Pedro (Piazza di San Pietro) e do Castelo de Santo Ângelo (Castel Sant'Angelo).

Nascimento de Pietro Mascagni
Faleceu a 2 de Agosto de 1945

A 7 de dezembro de 1863, nasce, em Livorno, na Toscânia, o compositor italiano Pietro Antonio Stefano Mascagni.

A sua obra mais conhecida, a ópera Cavalleria Rusticana (com libreto de Giovanni Targioni), foi estreada, a 17 de Maio de 1890, no Teatro Costanzi, em Roma.

Nascimento de Mário Soares
Faleceu a 7 de janeiro de 2017

Mário Soares nasceu em Lisboa, a 7 de dezembro de 1924.

As ações políticas que encetou contra o Estado Novo desde os tempos de estudante da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tiveram como consequência ter sido preso 13 vezes pela PIDE (polícia política) e ainda ter sofrido, em 1968, uma deportação para São Tomé.

Tendo concluído, em 1951, a licenciatura em Ciências Histórico-Filosóficas iniciou, na mesma Universidade, o Curso de Direito, tendo-o concluído em 1957.

Como advogado, defendeu, em tribunais plenários, inúmeros opositores ao regime.

Devido às constantes perseguições que a polícia política lhe fazia, viu-se obrigado, em 1971, a refugiar-se em Paris.

Foi um dos fundadores, em 1973, do Partido Socialista, do qual foi o primeiro secretário-geral.

Regressou a Lisboa em 1974, logo após o derrube do regime, tendo sido chamado a desempenhar as funções de Ministro dos Negócios Estrangeiros, no âmbito das quais desenvolveu negociações conducentes à independência das colónias portuguesas.

Opôs-se à tentativa de um sector de militares sublevados que pretendiam conduzir progressivamente o país para um regime de extrema-esquerda.

Demitiu-se do cargo em Março de 1975, passando a ocupar um ministério sem pasta.

Volvidos dois meses, demitiu-se, igualmente, deste cargo.

Foi primeiro-ministro de 1976 a 1978 e de 1983 à 1985.

Negociou, de 1977 a 1985, com pleno sucesso, a entrada de Portugal na Comunidade Europeia (atual União Europeia).

Foi presidente da República dois mandatos sucessivos, de 1986 a 1996, tendo iniciado as chamadas presidências abertas, durante as quais percorreu muitas regiões do país, auscultando diretamente as aspirações e as reclamações populares, dando assim início a uma nova postura presidencial.

Desempenhou, posteriormente, as funções de eurodeputado no Parlamento Europeu.

Nos últimos anos da sua vida, dedicou-se à escrita, à coordenação da Fundação a que deu o seu nome e à intervenção em inúmeros congressos e debates.

Faleceu a 7 de janeiro de 2017, com 92 anos de idade, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa.

Para uma mais completa informação sobre a sua vida e obra, consulte o site da Fundação Mário Soares, clicando na figura a seguir inserida.

II Grande Guerra - Ataque japonês a Pearl Harbor

A 7 de dezembro de 1941, aeroplanos japoneses comandados pelo Vice-Almirante Chuichi Nagumo atacam de surpresa Pearl Harbor, a maior base naval norte-americana do Pacífico, afundando ou danificando gravemente dezanove navios de guerra e destruindo ou danificando 343 aviões.

Como consequência deste ataque, os Estados Unidos entram na II Guerra Mundial.

II Grande Guerra - Campanha de Itália

Durante o dia 7 de dezembro de 1943, o 8.º Exército Britânico atravessa o Rio Moro, na comuna de Colonella, província de Teramo, e avança em direcção a Pescara, no mar Adriático.

Numa extensão de 5 quilómetros, entre Moro e Ortona, travam-se combates violentos. Entretanto, sob forte chuva, a retaguarda do exército vai limpando o terreno tomado ao inimigo a norte do Rio Moro.

Fonte 1: O Primeiro de Janeiro n.º 336, de 8 de dezembro de 1943, 75.º ano de publicação, p. 1
Fonte 2: Diáriode Lisboa n.º 7564, de 14 de dezembro de 1943, 23.º ano de publicação, p. 1
Fonte 3: Diáriode Lisboa n.º 7565, de 15 de dezembro de 1943, 23.º ano de publicação, p. 1

Como passa o serão?

Numa época em que apenas tinham telefone em casa pessoas com elevados rendimentos ou trabalhadores por conta própria cuja profissão exigia a posse daquele aparelho para um contacto rápido com os clientes, o Diário de Lisboa do dia 7 de dezembro de 1951 publica o resultado de um inquérito telefónico efetuado junto de 900 habitantes de Lisboa a quem era perguntado como passavam o seu serão.

Dos 900 que responderam, 700 disseram passá-lo em casa: 310 a trabalhar; 150 a ouvir telefonia; 100 a jogar; 100 a ler o jornal e 40 a ler livros, a costurar e a fazer tricot.

Destes 700, 40% eram engenheiros, advogados, médicos e arquitetos ou pertenciam a outras profissões liberais mais modestas, como modistas e estofadores; 35% eram industriais e enfermeiros; 20% eram oficiais do Exército e da Marinha; funcionários de repartições e outros dependentes da máquina do estado, incluindo grémios e Juntas; e, por fim, 5% pertenciam a atividades diversas.

Normalmente, as senhoras passavam o serão em casa a costurar e a tricotar e muitos homens prolongavam até à meia-noite o seu trabalho de sete ou oito horas, principalmente os médicos, os engenheiros e os professores que pertenciam à classe dos chamados de posição social.

Fonte: Diário de Lisboa n.º10423, de 7 de dezembro de 1951, p. 1 e 7

Saliente-se que, de acordo com este inquérito, costurar e fazer tricot não era considerado um trabalho, surgindo estas tarefas num plano idêntico ao da leitura de livros.

Teria sido interessante que os jornalistas da época nos informassem como passavam os serões as pessoas com menos recursos, aquelas para quem o telefone era considerado, ainda, um artigo de luxo.

Provavelmente gostariam de fazê-lo mas a censura prévia do Estado Novo, preocupada em apresentar um modelo de sociedade ideal, certamente não o permitiria.

Choque de aviões no Aeroporto de Madrid causa 93 mortos e 31 feridos

A 7 de dezembro de 1983, um intenso nevoeiro cobre o aeroporto madrileno de Barajas.

Um avião DC-9 da Aviaco introduz-se, por engano, na pista de descolagem, chocando com um Boeing 727 da Iberia que se prepara para levantar voo.

Após a colisão, os depósitos de combustível do DC-9 explodem.

Deste acidente resultam 93 mortos e 31 feridos.

Fonte: Diário Popular n.º 14245, de 7 de dezembro de 1983, 42º ano, pp. 1, 16 e 17

Quando se dá esta tragédia, está ainda bem presente na memória de todos um desastre aéreo que ocorrera dez dias antes, na madrugada de 27 de novembro de 1983: um «boeging-747» da companhia colombiana Avianca, vindo de Paris-Roissy, com 192 pessoas a bordo, despenhara-se perto de Madrid, causando 180 mortos.

Fonte: Diário Popular n.º 14236, de 27-11-1983, Ano 42º, p. 28