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Efemérides do dia 29 de novembro



Nascimento de Egas Moniz
Faleceu a 13 de dezembro de 1955

A 29 de novembro de 1874, nasce, em Estarreja, Avanca, Vilarinho do Bairro, António Caetano de Abreu Freire Egas Moniz, que se tornaria um prestigiado médico, neurocirurgião, pesquisador, professor, político e escritor português.

Como político, Egas Moniz foi fundador do Partido Republicano Centrista. Durante o regime de Sidónio Pais foi embaixador de Portugal em Madrid (1917) e Ministro dos Negócios Estrangeiros (1918).

Como escritor, foi autor, entre outras obras de A nossa casa, Confidências de um investigador científico e Júlio Dinis e a sua obra (1924), constituindo esta última um ensaio de crítica literária. Egas Moniz também escreveu sobre pintura, tendo reunido uma coleção de pintura naturalista atualmente patente ao público na Casa-Museu Egas Moniz, em Estarreja.

Foi, porém, como neurocirurgião que obteve o seu maior sucesso, partilhando, a 27 de outubro de 1949, o Prémio Nobel da Medicina com Walter Hess (1881-1973), pela "sua descoberta do valor terapêutico da leucotomia em certas psicoses".

A leucotomia (ou lobotomia) é uma intervenção cirúrgica no cérebro em que são seccionadas as vias que ligam os lobos frontais ao tálamo (estrutura localizada no diencéfalo, entre o córtex cerebral e o mesencéfalo) e outras vias frontais associadas.

Esta técnica, utilizada no passado em casos graves de esquizofrenia, tornava os pacientes mais dóceis, passivos e fáceis de controlar e, muitas vezes, menos inteligentes.

Egas Moniz sempre defendeu o seu uso apenas em casos graves em que houvesse riscos de violência ou suicídio.

Atualmente a leucotomia tal como exemplificada por Egas Moniz já não é praticada devido aos efeitos secundários severos. No entanto, ainda hoje se praticam raramente técnicas diretamente descendentes da leucotomia original, em alguns casos de dor crónica intratável (tratamento paliativo), neurose obsessiva, ansiedade crónica ou depressão profunda prolongada.

Morte de Giacomo Puccini
Nasceu a 22 de Dezembro de 1858

Giocomo teve, desde jovem, lições de órgão do seu tio Fortunato Magi e, mais tarde, de Carlo Angeloni. Aos 14 anos, já era organista em serviços religiosos e é precisamente para este instrumento musical que escreve as suas primeiras composições, nas quais incorpora elementos operísticos e folclóricos.

Aos 18 anos, inspirado por Aida, de Verdi, decide estudar composição com o objetivo de escrever óperas. É dessa época o seu primeiro trabalho em grande escala, uma cantata, Preludio Sinfónico, com o qual se apresenta numa competição realizada em 1877.

Em 1880, Puccini entra no Conservatório de Milão, onde estuda, durante três anos, com Ponchielli e Bazzin, escrevendo ali a sua primeira ópera, Le Villi, com a qual entra numa competição. Não a ganha mas cai nas boas graças do editor Giulio Ricordi que o ajuda a organizar, a 31 de maio de 1884, uma estreia em Milão que é entusiasticamente aplaudida.

Em 1886, obtém um êxito muito significativo com Manon Lescaut.

As três próximas óperas que escreve, La Bohème (1896), Tosca (1900) e Madama Butterfly (1904) não são imediatamente tão bem sucedidas, mas, com o tempo, alcançam maior aclamação. Em meados do século XX, elas tornam-se – permanecendo assim até hoje - as suas obras mais frequentemente realizadas e gravadas.

A sua ópera seguinte, Edgar, estreada em 1889, é mal recebida. Durante algum tempo, Puccini sofre um período pouco criativo mas, em 1910, termina outra ópera, La fanciulla del West, que é estreada em Nova York com regência de Toscanini e Caruso cantando o papel de Johnson.

Em 1917, a sua ópera La rondine é recebida calorosamente na sua estreia. Considerando. no entanto, que poderia fazer ainda melhor, Puccini escreve a sua trilogia de óperas de um ato, Il trittico - composto por Il tabarro, Suor Angelica e Gianni Schicchi, todas estreadas em 1918, no Metropolitan Opera de Nova York. Somente este último trabalho, uma comédia, foi bem recebido.

Em 1923, enquanto estava a trabalhar na sua última ópera, Turandot, é-lhe diagnosticado um cancro na garganta. Durante o tratamento que efetua em Bruxelas, sofre, a 24 de novembro de 1924, um ataque cardíaco que provoca a sua morte.

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