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Aconteceu a 10 de outubro de 1963



Morte de Edith Piaf

A 10 de outubro de 1963, morre, perto de Grasse, a cantora francesa Edith Piaf.

Foi trazida para Paris, tendo a sua morte sido oficialmente anunciada no dia seguinte, para grande consternação não apenas dos franceses como igualmente dos apreciadores da sua voz espalhados por todo o mundo.

Breve biografia

Édith Giovanna Gassion, nasce, em Paris, a 19 de dezembro de 1915. Vinte anos mais tarde, acrescentaria a Edith o apelido Piaf, nome popular francês atribuído a um tipo de pardal que emite trinados melodiosos.

A sua mãe trabalhava como cantora num café, tendo sido obrigada a abandonar essa profissão após se ter casado com um homem que lhe trouxe dificuldades financeiras e maus tratos.

Após a separação dos seus pais, Edith é entregue aos cuidados da avó materna que não lhe dá a devida assistência, batendo-lhe, não cuidando da sua higiene e deixando-a sozinha em casa sem alimentos.

Ao tomar conhecimento desta situação, o pai de Edith decide levá-la consigo mas tem de a entregar à sua antiga mulher, em virtude de se ter alistado na armada francesa para lutar na Primeira Guerra Mundial.

A mãe de Edith, não tendo conseguido outro tipo de trabalho, havia enveredado por se dedicar à prostituição num bordel da Normandia, para onde leva a sua filha. É neste ambiente que a pequena Edith sobrevive.

Entre os sete e os oito anos de idade, Edith fica parcialmente cega devido a uma queratite. As companheiras do bordel onde a sua mãe trabalha levam-na ao túmulo de Santa Teresinha, que, aparentemente, teria feito o milagre de a curar, fazendo com que esta ficasse para toda a sua vida devota desta santa.

Em 1922, o pai de Édith, que regressara do serviço militar e trabalhava em pequenos grupos circenses itinerantes, retira-a da companhia da mãe. A jovem apaixona-se pelo vida do circo, decidindo tornar-se uma artista como o pai.

Em 1929, com 14 anos de idade, canta pela primeira vez em público, num concurso de rua, sendo muito aplaudida.

O pai de Edith não queria que esta cantasse em bares, pois tinha receio que seguisse o trágico destino da sua mãe, pelo que procura que esta arranje alguém com quem se casar.

Como o pai passava muito tempo fora de casa na sua atividade circense, Edith, sem o seu progenitor ter conhecimento, escreve canções e apresenta-se em estabelecimentos locais, onde é pobremente remunerada.

Para melhorar a sua vida, decide fugir de casa e viver num quarto alugado no Grand Hôtel de Clermont, na rua Veron, 18, em Paris, começando a apresentar-se em restaurantes e bares tanto na zona nobre da cidade (Quartier Pigalle e Ménilmontant) como igualmente em bairros mais pobres, expressando nas suas canções a trágica história da sua vida.

Muitos dissabores teria ainda na sua vida mas continua a lutar até ser reconhecida como a maior e mais expressiva intérprete vocal da música de língua francesa.

O seu túmulo no cemitério do Père-Lachaise é diariamente visitado por turistas de todo o mundo.

Principais êxitos

• L'accordéoniste, 1940
• La vie en rose, 1946
• Les trois cloches, 1946
• Hymne à l'amour, 1950
• Padam… Padam…, 1951
• Jézebel, 1951
• Johnny, tu n'es pas an ange, 1953
• Sous le ciel de Paris, 1954
• Les amants d'un jour, 1956
• Tu me fais tourner la tête, 1956
• Milord', 1959
• Non, je ne regrette rien, 1960