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Aconteceu a 29 de junho de 1956



Nascimento do político português Pedro Santana Lopes

A 29 de junho de 1956, nasce, em Lisboa, Pedro Miguel Santana Lopes, advogado e político português.

Faz os seus estudos em Lisboa, primeiro no Liceu Padre António Vieira e, posteriormente, na Faculdade de Direito.

Em 1976, adere ao Partido Social Democrata.

Enquanto fazia os seus estudos universitários, funda o MID - Movimento Independente de Direito e consegue ser eleito presidente da AAFDL - Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa e representante dos estudantes no Conselho Diretivo e na Assembleia da Faculdade.

Assim que obtém a licenciatura, assume as funções de adjunto do Ministro Álvaro Monjardino, no V Governo Constitucional, chefiado por Carlos Mota Pinto.

Uma bolsa da Deutscher Akademischer Austauschdienst, permiti-lhe frequentar a Universidade de Colónia, na Alemanha, na qualidade de investigador do Instituto de Direito Europeu e do Instituto para a Investigação da Ciência Política e Questões Europeias.

Em 1979, a Aliança Democrática obtém uma maioria absoluta nas eleições legislativas e Santana Lopes é convidado para assessor jurídico de Francisco Sá Carneiro, Primeiro-Ministro do VI Governo Constitucional, tarefa que desempenharia até à morte deste, no acidente de Camarate.

Seguidamente, assume, em paralelo, as funções de deputado na Assembleia da República e o cargo de assistente do Grupo de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito, onde colabora com o constitucionalista Jorge Miranda.

Em 1982, é admitido na Ordem dos Advogados.

De 1983 a 1987, desempenha o cargo de presidente do Conselho de Administração do Instituto de Estudos Políticos e, de 1983 a 1985, dirige o contencioso da empresa de análises de mercado e sondagens Euroexpansão.

Em 1986, durante o governo de Cavaco Silva, Santana é chamado para desemopenhar as funções de Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, tendo, nesse período, negociado o Acordo Ortográfico que vigora atualmente.

Em 1987, é candidato ao Parlamento Europeu, nas primeiras eleições portuguesas para este órgão, ficando a exercer a função de vice-presidente da Comissão dos Assuntos Políticos.

Abandona este cargo ao fim de dois anos para se dedicar à comunicação social, fundando, com Rui Gomes Silva, a PEI - Projetos, Estudos, Informação, empresa que adquire ao Estado os jornais Record e Diário Popular e participa na constituição do jornal O Liberal, da Rádio Geste e da revista Sábado.

Em 1990, abandona a PEI para assumir o cargo de Secretário de Estado da Cultura do XI Governo, cargo do qual se demitiria por discordar da estratégia do PSD em relação ao conflito institucional que envolvia o Presidente da República e Mário Soares.

Regressa à advocacia e, um ano mais tarde, dedica-se ao ensino universitário, lecionando na Universidade Lusíada, na Universidade Moderna e na Universidade Internacional.

Em 1995, quando Cavaco Silva abandona a liderança do PSD para se candidatar a Presidente da República, Santana Lopes lança-se, pela primeira vez, na luta pela liderança do partido mas acaba por desistir.

No mesmo ano, candidata-se, com êxito, à presidência do Sporting Club de Portugal, cargo que exerce durante um ano.

Em 1996, Santana concretiza a sua candidatura à liderança do PSD mas o vencedor seria Marcelo Rebelo de Sousa.

Nas eleições autárquicas de 1997, conquista a Câmara Municipal da Figueira da Foz, com 60 por cento dos votos.

Em 2000, volta a anunciar a sua candidatura à liderança do PSD mas seria Durão Barroso quem conquistaria o partido.

Durão Barroso seria reeleito em 2002, levando Santana Lopes para a vice-presidência do PSD.

Entretanto, Santana Lopes é candidato pelo PSD à Câmara Municipal de Lisboa, conseguindo derrotar o socialista João Soares.

Em 2004, Durão Barroso assume a presidência da Comissão Europeia, apresentando a sua demissão do cargo de primeiro-ministro do XV Governo Constitucional.

Pedro Santana Lopes, como vice-presidente do PSD, é indigitado por Jorge Sampaio para formar governo, tendo abandonado a presidência da Câmara Municipal de Lisboa.

A instabilidade governativa que se segue, leva à dissolução da Assembleia da República e à demissão de Santana Lopes.

Nas eleições legislativas de 2005, Santana, como candidato a primeiro-ministro pelo PSD, é vencido por José Sócrates, do Partido Socialista.

Em 2007, Santana Lopes retoma o mandato de deputado à Assembleia da República, assumindo o cargo de presidente do Grupo Parlamentar do PSD.

Em 2008, perde outra vez a candidatura a líder do partido, tendo assumido essas funções Manuela Ferreira Leite.

Em 2009, Santana Lopes perde, a favor de António Costa, a candidatura à Câmara de Lisboa, passando a assumir o papel de vereador da oposição.

Em 2011, o governo de Passos Coelho e Paulo Portas indica-o para Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. O governo de António Costa reconduzi-lo-ia para um novo mandato de três anos.

Em agosto de 2018, anuncia a desfiliação do PSD e funda o partido Aliança.