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Aconteceu a 21 de janeiro de 1885



Suspensa a publicação do semanário ilustrado humorístico O António Maria, de Rafael Bordalo Pinheiro

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A 21 de janeiro de 1885 é suspensa a publicação do semanário ilustrado humorístico O António Maria.

Fonte: António Maria n.º 3 de 21 de janeiro de 1885, ano VII, p. 1

O primeiro número de O António Maria saiu em 12 de Junho de 1879, prometendo fazer "em prosa e em verso, à pena e a carvão, a silhueta da sociedade portuguesa do último quartel do século XIX".

Publicou-se de 1879 a 1885, tendo reaparecido, numa 2ª série, de 1891 a 1899.

O António Maria viria a converter-se no mais notável álbum de caricaturas até então produzido em Portugal.

Fundado e dirigido por Rafael Bordalo Pinheiro, contou com a colaboração literária de Ramalho Ortigão e de outras conhecidas figuras da época.

Acesso a todos os números de O António Maria

Biografia de Rafael Bordalo Pinheiro

Rafael Augusto Bordalo Pinheiro nasce em Lisboa, a 21 de março de 1846.

Multifacetado artista, distinguiu-se como desenhador, ilustrador, aguarelista, decorador, caricaturista e ceramista, tendo sido, igualmente, o precursor do cartaz artístico em Portugal.

Como caricaturista, a ele se deve a figura do Zé Povinho, que, durante dezenas de anos, foi considerada o símbolo do povo português.

Nasceu no seio de uma família de artistas que o motivaram para o mundo das artes, assim como ao seu irmão Columbano Bordalo Pinheiro, que viria a tornar-se um pintor de reconhecido mérito.

Estudou desenho de arquitetura civil, desenho antigo e modelo vivo na Academia de Belas Artes. Frequentou, igualmente, o Curso Superior de Letras e a Escola de Arte Dramática, com o intuito de se tornar um ator, tendo, posteriormente, desistido dessa carreira.

Chefiou o setor artístico da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, tendo renovado a cerâmica caldense.

Faleceu a 23 de janeiro de 1905, tendo deixado um notável legado: peças de cerâmica, litografias, folhetos de anúncios e milhares de desenhos em livros, almanaques e revistas nacionais e estrangeiras.

Fonte: Occidente nº 939, de 30-01-1905, 28º ano de publicação, XXVIII.º volume




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