Magazine Acontecimentos do Ano

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acontecimentos do ano
1917



Regulamentação da participação portuguesa na I Grande Guerra e respetivo enquadramento histórico

A 3 de janeiro de 1917, Portugal assina uma convenção com a Grã-Bretanha estabelecendo as condições de colaboração militar portuguesa na I Grande Guerra (1914-1918).

Portugal envia para o teatro de operações europeu o CEP (Corpo Expedicionário Português) ficando este subordinado ao BEF (British Expeditionary Force).

Desde 1914 que Portugal havia enviado para África expedições para proteger a sobrevivência da sua soberania sobre os territórios coloniais, tendo aí defrontado forças alemãs ou por estes apoiadas sem ter havido declaração de guerra entre os dois países.

O envio de forças para atuar na Frente Ocidental da Europa constituiu uma opção de natureza política.

Entre os cerca de 105.542 portugueses envolvidos na I Grande Guerra, cerca de 55.165 atuaram no Teatro de Operações da Europa.

O Corpo Expedicionário Português ficou completamente na dependência logística, financeira e industrial da Grã-Bretanha, necessitando do apoio naval britânico para fazer chegar os militares e o respetivo material ao porto de Brest, na costa francesa.

A colheita do trigo está longe de corresponder às necessidades do País

Devido à falta de trigo e à impossibilidade de o importar de outros países por causa da guerra que grassa na Europa, um decreto, com caráter temporário, estabelece dois tipos de pão: o de 1ª qualidade, a 42 cêntimos o quilo e o de 2ª a 15. O Art.º 1.º determina que «todas as fábricas de moagem […] deverão subordinar-se aos seguintes diagramas na farinação dos cereais: […] pães de trigo: 30 por cento de farinha de qualidade, 55 por cento de farinha de segunda qualidade, 15 por cento de sêmeas.»

Fonte: O Século n.º 12816, de 11-08-1917, p. 1