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ÚLTIMAS PALAVRAS DE PESSOAS FAMOSAS

Pesquisa de Maria Luísa V. de Paiva Boléo para o Portal O Leme
Texto revisto em 17-11-2004 e publicado a 28-11-2004

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Cada ano que passa, somos surpreendidos com a perda de alguém próximo ou mais afastado que nos habituámos a ver nesta comunicação social global, que todos aproxima. Tempos houve em que as mortes não eram tão súbitas e o moribundo ou o condenado à morte ainda podia despedir-se dos que amava e proferir frases que ficaram na História. Aqui ficam as "últimas palavras" de 41 personalidades de todos os tempos e de várias culturas.

  1 - Epaminondas
  2 - Esopo
  3 - Santo Estevão
  4 - Caio Júlio César
  6 - Afonso de Albuquerque
  7 - Thomas Cromwell
  8 - Juan de Padilla
  9 - Henrique VIII
10 - Inácio de Loyola
11 - Ana Bolena
12 - Isabel I de Inglaterra
13 - Maria Stuart
14 - Ninon de Lenclos
15 - Vatel
16 - John Locke
17 - Frederico II da Prússia
18 - Maria Antonieta
19 - Jorge IV
20 - George Washington
21 - Adam Smith

22 - Conde de Mirabeau
23 - Amadeus Mozart
24 - Vittorio Alfieri
25 - Goëthe
26 - Madame de Staël
27 - Lord Byron
28 - Madame Roland
29 - Bocage
30 - Almeida Garrett
31 - Walter Scott
32 - Sir Horatio
33 - Ludwig von Beethoven
34 - Friedrich Schiller
35 - Benjamin Disraeli
36 - Inocêncio da Silva
37 - Guilherme Braga
38 - Alfred Taunay
39 - Visc. de Rio Branco
40 - Richard Wagner
41 - Rosalía de Castro

Gregório VII

1020 - 1085


Amei o justo e odiei o injusto;
é por isso que morro no exílio.


Gregório VII chefiou um movimento reformista que obrigava os clérigos a relacionarem-se directamente com o Sumo Pontífice e não com os poderes transitórios. Henrique IV, soberano da Alemanha, temendo que esta determinação criasse condições para o destronar, induziu os clérighos do seu país a não acatar esta determinação. Como consequência, o Papa excomunga-o. Em resposta, Henrique IV prende-o e exília-o. Na hora da sua morte, afirmou: Amei o justo e odiei o injusto; é por isso que morro no exílio.