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E F E M É R I D E S

18 DE MAIO

  Comemora-se todos os anos nesta data

Dia Internacional dos Museus

A 18 de maio comemora-se, desde 1977, o Dia Internacional dos Museus.

 1918

Sidónio Pais visita o Porto e amnistia presos políticos

A 18 de maio de 1918, Sidónio Pais, presidente da primeira República Portuguesa, enceta uma viagem ao Porto para se inteirar dos problemas sanitários daquela cidade a braços com a epidemia do tifo.

Durante a viagem, foi sensibilizado para a gravosa situação dos presos políticos no Aljube. Comovido com a narrativa dos sofrimentos destes presos, mandou-os libertar. Esta amnistia geral não foi procedida de quaisquer formalidades legais, - nem mesmo, que se saiba, de audição do seu secretário de Estado da Justiça.

A Capital do dia 19 de maio transcreve como esta cena foi narrada pelo correspondente de um outro jornal da Lisboa:

«A narrativa d’esses indivíduos sensibilizou por tal forma o sr. Presidente da República que n’um dado momento agarrando nos dois presos que estavam expondo os seus queixumes, conduziu-os até à porta e disse-lhes: Estão livres, vão-se embora».

Fonte 1: A Capital nº 2779, de 18-05-1918, p. 1
Fonte 2: A Capital nº 2780, de 19-05-1918, p. 1
Fonte 3: A Capital nº 2781, de 20-05-1918, p. 1

 1920

Nascimento do Papa João Paulo II      Faleceu a 2 de abril de 2005

A 18 de maio de 1920, nasce, em Wadowice, uma pequena cidade a 50 quilómetros de Krakóvia, Karol Wojtyla. Eleito papa em 16 de Outubro de 1978, com o nome de João Paulo II, esteve mais de um quarto de século à frente da Igreja Católica Romana. Tinha grande devoção por Nossa Senhora de Fátima.

 1975

Guerra no Ultramar: aberta a via do diálogo e da paz

A 18 de maio de 1974, três semanas após a Revolução dos Cravos que pôs fim a um longo período ditatorial, algumas das figuras marcantes da política portuguesa pronunciam-se sobre a necessidade de pôr fim à Guerra no Ultramar:

Mário Soares, chegado de Dacar, onde se avistara com Aristides Pereira, do PAIGC, assegura: «Estão criadas as condições para começar o diálogo com os movimentos de libertação».

Fonte: Diário de Lisboa nº 18461, de 18.05.1974, 54º ano de publicação, pp. 1 e 24

Álvaro Cunhal, do PCP, declara que «é preciso pôr termo a esta guerra o mais rapidamente possível […]. É possível entrar num processo de negociações que rapidamente conduzam ao fim em causa».

Fonte: Diário de Lisboa nº 18461, de 18.05.1974, 54º ano de publicação, p. 12

Almeida Santos, ministro da Coordenação Interterritorial, assegura que «os que hoje ainda lutam de armas na mão considerarão desnecessário o prosseguimento dessa luta».

Fonte: Diário de Lisboa nº 18461, de 18.05.1974, 54º ano de publicação, p. 13