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Acontecimentos do ano 1957


 1957

16 de fevereiro

Montijo, Portugal: Isabel II revê o marido após longa ausência e visita Setúbal

A 16 de fevereiro de 1957, a rainha Isabel II desembarca no aeródromo militar do Montijo, onde tem à sua espera o marido, Duque de Edimburgo, que se encontrava há quatro meses ausente, em viagem oficial a bordo do Britannia. Este navio havia partido na véspera de Gibraltar, estando agora ancorado na baía de Setúbal, para onde a rainha e o marido se dirigiram.

Estava previsto que a Soberana viria a terra, pelo que a população de Setúbal não arredava pé do cais, embora toda a cidade estivesse a ser fustigada por violento temporal. No Diário de Lisboa desse dia é dito que «o céu, de cor de chumbo», se desfazia em água. «Às 12 e 35, a Rainha, envergando um casaco branco com mala escura e um pequeno chapéu também branco com ornamentos azuis, cor do seu vestido, segurando com a mão o chapéu devido ao vento, desceu a escada de portaló […] Seguiu-a o duque de Edimburgo». Uma vedeta trouxe o casal real e acompanhantes até à Doca do Comércio, sendo muito aplaudidos pela população e por inúmeros ingleses residentes em Portugal que desejavam ver a sua rainha de perto. Um Rolls-Royce esperava o casal para efetuarem uma volta pelos arredores. No regresso, o tempo melhorou e o sol brilhou, parecendo dar as boas-vindas à soberana do mais antigo aliado de Portugal. E assim terminou, há 60 anos, o primeiro dia de Isabel II em terras lusas.

Dentro de dois dias, o navio seguiria para Lisboa, onde o casal real iniciaria uma visita de Estado a Portugal.

Fonte: Diário de Lisboa n.º 12285, de 17-02-1957, 36º ano de publicação, pp. 1, 8 e 9

7 de março

A RTP inicia as emissões regulares de TV

«A Radiotelevisão Portuguesa inicia hoje [7 de março de 1957] as emissões [regulares] diretas dos seus estúdios na Alameda das linhas de Torres. […] Antes de entrar no grande estúdio, para emissões diretas de teatro, variedades, bailados, concertos, etc., onde se movimentam numerosas máquinas, captadoras de imagens e de som, registadoras, fiscalizadoras, transmissoras, [a locutora] é cuidadosamente preparada por uma cabeleireira e por um caraterizador, que trabalha com dois ajudantes; e, depois, senta-se, sorri, toma as atitudes que lhe sugerem, pronuncia as frases que lhe entregam escritas. E a assistência está a vê-la, ao mesmo tempo, no ecrã de um aparelho receptor e em carne e osso…»

In Diário de Lisboa nº 12302, de 7 de março de 1957, 36º ano de publicação, pp. 1 e 6