Há muitos séculos que os seres humanos procuram uma forma de não envelhecer, permanecendo jovens para sempre.
Nas últimas décadas, o avanço da medicina e a melhoria das condições de vida têm permitido, pelo menos nos países mais desenvolvidos, o aumento da esperança de vida mas, uma forma de reverter ou pelo menos de retardar o envelhecimento só agora começa a dar os primeiros passos.
Investigadores portugueses do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, da Universidade do Porto (i3S), liderados por Elsa Logarinho, acabam de descobrir um novo composto capaz de corrigir a instabilidade do material genético, uma característica que está na base do envelhecimento celular.

Elsa Logarinho
O seu trabalho foi publicado na prestigiada revista EMBO Reports, com honras de capa.
É certo que outros cientistas já haviam apresentado trabalhos no mesmo sentido mas a investigação portuguesa revela-se mais promissora, apontando para um elevado grau de probabilidade de, através de ensaios pré-clínicos de validação que já estão a ser feitos, se obter uma terapia eficaz no combate ao envelhecimento.