Plutão foi descoberto em 1930, passando a ser considerado o nono planeta do nosso Sistema Solar.
Durante muitos anos, os cientistas pesquisaram os confins do nosso Sistema Solar na esperança de encontrarem novos planetas.
Um desses cientistas, Michael Brown, começou a pesquisar, desde 2001, a Cintura de Kuiper1, uma área do sistema solar que se estende desde a órbita de Neptuno2 (situada a 30 UA3 do Sol) até 50 UA3 do Sol.
Entre outros objetos menos significativos, Michael Brown descobriu, nessa região, um novo corpo celeste com o mesmo diâmetro de Plutão mas com mais 27% de massa, a que atribuiu o nome de Éris.
A descoberta deste novo corpo celeste originou um terrível dilema entre a comunidade astronómica internacional: deveria este ser considerado o décimo planeta do Sistema Solar ou dever-se-ia retirar Plutão da categoria que detinha?
Para resolver este problema, a União Astronómica Internacional (IAU) decidiu considerar como planetas do nosso Sistema Solar apenas os corpo celestes que:
orbitem o Sol;
possuam massa suficiente para atingir o equilíbrio hidrostático, que dá ao corpo a forma arredondada; e
possuam domínio orbital, ou seja, que não existam nas suas órbitas outros objetos de tamanho semelhante ao do planeta, a não ser as suas possíveis luas;
Éris e Plutão não possuíam a terceira condição, pelo que, a 24 de agosto de 2006, este último foi despromovido de planeta a planeta-anão.
Antes da despromoção de Plutão a planeta-anão, Caronte era visto como seu satélite. Sucede, porém, que este não gira à volta de Plutão, circulando ambos em torno de um centro onde não há nenhum outro corpo celeste. Por isso, algumas correntes da astronomia tendem a classificar o conjunto Plutão-Caronte como um sistema planetário duplo.
Para além de Éris e Plutão, a União Astronómica Internacional (IAU) reconhece mais três planetas-anões no nosso sistema solar: Makemake, Haumea e Ceres.
Com 1000 Km de diâmetro, Sedna é o próximo candidato a planeta-anão. Infelizmente, a enorme distância a que se encontra do Sol (o seu período orbital é de 11 400 anos) não permitiu, até ao momento, comprovar que possui a forma arredondada necessária para ser classificado como tal.
De acordo com as investigações que continuam a ser levadas a cabo pelo atrás citado cientista Michael Brown, 703 dos corpos celestes que hoje são classificados, à cautela, como planetoides poderão vir a ser catalogados como planetas-anões, dentro dos seguintes graus de probabilidade:
quase certamente: 10
(com o diâmetro mínimo de 900 Km)
altamente provável: 20
(com o diâmetro mínimo de 600 Km)
provável: 45
(com o diâmetro mínimo de 500 Km)
provavelmente: 73
(com o diâmetro mínimo de 400 Km)
possivelmente: 555
(com o diâmetro mínimo de 200 Km)
Como se pode observar por este artigo, o número de corpos celestes dentro do Sistema Solar a serem catalogados como planetas-anões está em vias de aumentar exponencialmente e poderá acontecer, até, que alguns deles possuam as condições necessárias para serem classificados como verdadeiros planetas.
1 Cintura de Kuiper português de expressão europeia
Cinturão de Kuiper português de expressão brasileira
1 Neptuno português de expressão europeia
Netuno português de expressão brasileira
3 UA (Unidade Astronómica) é a distância média entre a Terra e o Sol.