A 28 de novembro de 2002, a Federação Portuguesa de Futebol confirma, através de um comunicado oficial, que Luiz Felipe Scolari, mais conhecido por "Felipão" seria o novo selecionador nacional de futebol a partir de janeiro de 2003.
Com este contrato, Portugal pretendia ter aquele que era considerado, na altura, o melhor selecionador do mundo.
A ‘Copa’ da Europa iria realizar-se em 2004 em Portugal e “Felipão” acabara de levar o Brasil à conquista do Campeonato do Mundo de 2002.
Scolari conseguiu galvanizar não apenas a equipa de futebol portuguesa como todo o povo da nação lusa: a maioria das varandas e janelas dos edifícios habitacionais passaram a ostentar a bandeira portuguesa, os carros ondeavam ao vento a bandeira das quinas e, em todo o lado, só se falava da seleção, parecendo não haver qualquer outro tema de conversa.
Portugal atingiu a final do campeonato da Europa desse ano. Apenas faltava realizar o encontro com a Grécia, a outra finalista.
Algumas horas antes do jogo, o autocarro (ónibus PT-BR) com a equipa portuguesa saiu do centro de estágios que se situava na margem sul do rio Tejo. Milhares de pessoas aplaudiram a equipa nacional ao longo do percurso. Campinos galopando velozmente os seus cavalos saudaram durante centenas de metros a seleção. Quando esta entrou no longo tabuleiro da ponte Vasco da Gama sobre o rio Tejo, uma das mais compridas do mundo, inúmeras embarcações apitaram estrondosamente. Ao chegar a Lisboa, o autocarro com a seleção nacional passou por imensas dificuldades para prosseguir o seu percurso, tal era a multidão que o envolvia. Mesmo aqueles que não se entusiasmavam muito com as lides futebolísticas pareciam estar em completa euforia.
Portugal perdeu com a Grécia. Scolari lamentou mas o povo português continuou entusiasticamente a saudar o selecionador e a equipa lusa.
À noite, depois do encontro, a Avenida da Liberdade, a mais importante artéria da capital de Portugal, encheu-se com uma enorme multidão festejando a prestação da equipa das quinas. Os festejos dos portugueses sobrepuseram-se aos das centenas de gregos ali presentes, que se espantaram com a euforia dos portugueses. Afinal foram eles os vencedores mas bem parecia o contrário!