A 18 de julho de 1918, nasce, em Mvezo, Nelson Mandela, dirigente do ANC.
Há muitos anos que o ANC (African National Congress, em português Congresso Nacional Africano) vinha a lutar, na África do Sul, contra o Apartheid, regime segundo o qual os brancos detinham o poder, obrigando os restantes povos a viver separados, sem verdadeiros direitos de cidadania.
Mandela luta toda a sua vida pelo fim da segregação racial no seu país.
Apesar de utilizar métodos pacíficos de luta, é preso ainda muito novo.
Ao fim de 21 anos de cadeia, o governo sul-africano, pressionado pela comunidade internacional, propõe a libertação condicionada de Nelson Mandela.
A 10 de fevereiro de 1985, em mensagem lida na cidade do Soweto pela sua filha, Nelson Mandela rejeita formalmente a sua libertação condicionada sem o ANC ser legalizado, alegando que «embora preze muito a sua liberdade, preza ainda mais a liberdade do povo sul-africano».
Fonte: Diário de Lisboa n.º 21682, de 11-02-1985, 84,º ano de publicação, pp. 1 e 10

Com a abolição do Apartheid em 1990, levada a cabo pelo presidente Frederik de Klerk, abre-se o caminho para as eleições de 1994, abrangendo toda a população daquele país.
A 27 de abril daquele ano, o ANC obtém 62% dos votos o que permitiria àquele partido governar sozinho.
Mandela toma posse, a 10 de maio, como presidente da África do Sul.
Demonstrando um elevado espírito conciliador, forma um Governo de Unidade Nacional, integrando nele o ex-presidente Frederik de Klerk como primeiro-vice-presidente, e Thabo Mbeki, do ANC, como segundo-vice.
Pelo seu contributo, é atribuído exe quo a Nelson Mandela e a Frederik de Klerk o Prémio Nobel da Paz.
Nelson Mandela não se candidata a um segundo mandato presidencial, demonstrando, assim, que não se encontrava apegado ao poder.
Por tudo o que atrás foi descrito, é considerado um dos maiores líderes morais e políticos de nosso tempo.
Mandela falece em Joanesburgo, a 5 de dezembro de 2013, tendo estado presente no seu funeral líderes de quase todo o mundo.