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O LIVRO DE ARMORIC
Maria Cecília de Oliveira Braga


sinopse

Aflora neste livro toda uma panóplia de sentimentos coroados por uma inspiração invulgar, lapidada, acutilante e plena de sabedoria, oferecendo-nos uma obra poética de singular beleza.










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Para apreciação dos nossos leitores, transcrevemos um dos poemas do seu livro:

ROSAS DE TODAS AS MANHÃS


Deitei rosas e maçãs
nas águas de todos os rios.
O amor perdeu-se nas manhãs.
Não partiram os navios.

Quis acordar o mundo
porque é tempo de mudar.
Apagou-se a Luz do fundo
que subia à tona do olhar.

Os humanos já não sentem
as mãos que os afagam, a dormir.
Fecham portas quando mentem.
Fecham almas para punir.

Deitei rosas e maçãs
nas águas de todos os rios.
O amor perdeu-se nas manhãs.
Não partiram os navios.

Os sons eram de notas simples,
de longe, em suave repiques.
Era a voz que se anuncia,
do Sol a outro sol, ao meio-dia.

Rosas frescas em tantos rostos;
pedaços de mirto nos olhos;
coração de todos os Agostos;
lilás, turquesa, ouro, aos molhos.

Deitei rosas e maçãs
nas águas de todos os rios.
o amor perdeu-se nas manhãs
Não partiram os navios.

Ninguém viu a conjugação das cores
porque a vida é toda dores.
Havia o triângulo; havia glosas.
Mas as almas sempre duvidosas.

Dentro de casas mortas,
olhos espiam o Sol a medo.
As ideias nascem tortas.
A vida acaba cedo.

Deitei rosas e maçãs
nas águas de todos os rios.
O amor perdeu-se nas manhãs.
Não partiram os navios.


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