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Há cinquenta anos, o caso Dr. Adams prendia a atenção de todo o mundo. Este médico britânico era acusado de ter assassinado
a sua doente Edith Morrell, uma viúva de 82 anos, com o fim de receber um legado que ela lhe prometera. Levado a tribunal,
o Dr. John Bodkin Adams sustentou que a sua paciente estava a sofrer dores terríveis e desejava morrer. Após 17 sessões com a presença do
médico, o juiz Devlin lavrou, a 9 de Abril de 1957, uma sentença de não culpabilidade, dizendo ao réu:
"É restituído à liberdade !".
Fonte: Diário Popular n.º 5210, de 09-04-1957, pp. 1 e 16

O médico deste caso, que parece assumir os contornos de uma eutanásia assistida, estava, igualmente,
pronunciado por outro crime de morte semelhante, na pessoa da viúva Gertrude Hullett, de 51 anos.
Como a Scotland Yard já havia gasto muitos meses a investigar as condições que presidiram à morte de Edith Morrell,
com um dispêndio superior a 8000 libras, foi decidido não julgar mais nenhum caso envolvendo o Dr. Adam, para não
sobrecarregar mais os cofres da coroa britânica.
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