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E F E M É R I D E S

4 DE ABRIL

 1819

D. Maria II, Rainha de Portugal      Faleceu a 15 de novembro de 1853

A 4 de abril de 1819, nasce, no Rio de Janeiro, a Rainha D. Maria II. Teve uma infância despreocupada e feliz, mas cedo se preparou para ser rainha, ainda sem saber que o seu reinado seria um dos mais terríveis períodos da nossa História.

 1944

Constituição da NATO, aliança militar intergovernamental

A 4 de abril de 1949 é assinada, em Bruxelas (Bélgica), a constituição de uma aliança militar intergovernamental a que foi atribuído o nome de OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte, em português e Organisation du Traité de l'Atlantique Nord, em francês). Esta organização, mais conhecida por NATO (North Atlantic Treaty Organization, em inglês), prevê uma defesa mútua no caso de algum dos seus membros ser atacado por uma entidade externa. José Caeiro da Mata, ao subscrever este tratado em representação do Governo de Salazar, declara que «Portugal pretende afirmar que vê no Pacto do Atlântico Norte não só um instrumento de defesa e de cooperação internacional, mas também, pelas razões e pelos objetivos que o regem, um precioso instrumento de paz».

 1966

Assassinato do ativista dos direitos civis dos negros Martin Luther King      Nasceu a 15 de janeiro de 1929

Eu tenho um sonho. O sonho de ver os meus filhos julgados
pela sua personalidade, não pela cor da sua pele.

Martin Luther King


A 4 de abril de 1966, Martin Luther King Jr é assassinado em Menhis. Pastor protestante e ativista dos direitos civis dos negros norte-americanos, optou sempre por uma campanha de não violência e de amor ao próximo. Liderou, em 1955, o boicote aos autocarros de Montgomery, com o objetivo de se opor à política de segregação racial vigente no transporte público da cidade. Liderou a Marcha sobre Washington de 1963, onde fez o discurso "I Have a Dream". Em 1986, foi estabelecido um feriado nacional nos Estados Unidos para homenagear Martin Luther King. Em 1993, pela primeira vez, o feriado foi cumprido em todos os estados do país.

Os jornais portugueses dessa época, visados pela censura, nada referenciaram sobre a morte de Luther King. O Diário de Lisboa publicado no dia do seu assassinato, insere, na página 17, uma notícia referindo que 35 negros foram presos no estado do Alabama, por «perturbarem a ordem, entoando a plenos pulmões cânticos de liberdade» próximo de um templo batista.