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A 13 de Março de 1964, milhares de jovens aguardam, em Lisboa, junto à entrada do Teatro Monumental, a chegada da cançonetista pop francesa Sylvie Vartan,
na altura com 19 anos de idade. A sessão das 18:30 está esgotada. Centenas de rapazes e raparigas procuram obter, a todo o custo, bilhetes para a sessão
das 21:30 ou para as duas sessões do dia seguinte, a fim de poder ouvir Sylvie cantar, entre outras, a canção Si je chante.
Este espectáculo, apresentado por Henrique Mendes, conta com a presença da orquestra francesa de Eddie Vartan, Paula Ribas, Victor Gomes com os seus
Gatos Negros e Les Fanatic’s. A 15 de Março, seria a vez dos jovens do norte verem ao vivo Sylvie Vartan no Pavilhão dos Desportos. Para além dos artistas
que actuaram em Lisboa, o espectáculo do Porto contou ainda com a presença de Armindo Costa, na altura mais conhecido por Armindo Rock, acompanhado por
Os Tártaros. Vasco Morgado, organizador desta série de espectáculos integrados no Festival de Ritmos Modernos, pagou a Sylvie Vartan 300 contos, (€ 1.500,00)
por esta sua tournée de 3 dias.
Fonte 1: Diário Popular nº 7692 de 13-03-1964, 22º ano de publicação, anúncio, p. 6
Fonte 2: Diário Popular nº 7693 de 14-03-1964, 22º ano de publicação, p. 7
Sylvie Vartan nasce a 15 de Agosto de 1944, em Iskrets, uma localidade perto de Sofia. Filha de pai búlgaro e de mãe descendente de
húngaros, vai viver, em 1952, para França, na companhia dos progenitores e do seu irmão, o músico Eddie Vartan. Incentivada por este, grava, em 1961,
o primeiro disco como cançonetista e, três anos mais tarde, participa no filme Patate, iniciando, também, uma carreira como actriz. Em 1965, casa com o
cantor pop francês Johnny Hallyday, de quem de divorcia em 1980 para se consorciar, em segundas núpcias, com o empresário discográfico norte-americano
Tony Scotti. Actualmente, apesar de já ter 66 anos de idade, Sylvie Vartan continua a encher o
Olympia de Paris. Embora ao longo da sua carreira tenha vindo a interpretar novas canções, as preferidas do público continuam a ser as
mais antigas, escutadas nostalgicamente por quem era jovem há 50 anos. |