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E F E M É R I D E S

10 DE MARÇO

1768 - Domingos Sequeira      Faleceu a 7 de Março de 1837

A 10 de Março de 1768, nasce o pintor português Domingos António de Sequeira.



1927 – É publicado o primeiro número da revista "Presença"

A 10 Março 1927, é lançado, em Coimbra, o primeiro número da revista Presença, Folha de Arte e Crítica. Tem como fundadores Branquinho da Fonseca (que foi seu director até ao nº 27, de 1930), José Régio e João Gaspar Simões. Encerra as suas actividades em 1940, com o nº 54, quando a Segunda Guerra Mundial ia a meio. Foi uma revista literária muito influente, destacando-se nela o espírito critico dos seus fundadores e de alguns dos seus colaboradores. Com o seu fim, encerra-se o Segundo Modernismo em Portugal.

O modernismo na literatura portuguesa foi praticado por duas gerações de intelectuais ligados a duas publicações literárias: o Primeiro Modernismo surgiu em 1915, em torno da revista Orpheu; o Segundo modernismo teve a sua origem em 1927, em torno da revista Presença. Da época do Primeiro Modernismo ressaltam a s figuras de Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros e Fernando Pessoa.


1935 – Inauguração do Bairro Social do Arco Cego

A 10 de Março de 1935, é inaugurado, em Lisboa, o Bairro Social do Arco Cego. A imprensa da altura dedicou grandes espaços a este acontecimento, nomeadamente o Diário de Lisboa e o Novidades do dia 10 e o Diário de Notícias dos dias 10 e 11. Assistiram a esta inauguração os responsáveis pelos mais altos cargos da nação, nomeadamente, segundo o Diário de Lisboa, «os Srs. Presidentes da República e do Governo, quase todos os ministros, subsecretários, presidentes da Assembleia Nacional, da Câmara Corporativa e da Câmara Municipal, vereadores, director-geral da Assistência Pública, chefes de gabinete, secretários e muitos oficiais e funcionários que receberam o Sr. General Carmona, depois de este haver passado revista a duas companhias de Caçadores 7, que prestavam a guarda de honra com a banda de música».


1979 - Registam-se incidentes na sequência de devoluções de terras

A 10 de Março de 1979, a Reforma Agrária marcava a agenda política nacional. O governo Mota Pinto pretendia que as propriedades ocupadas pelos camponeses fossem devolvidas aos seus antigos donos. As devoluções de terras eram acompanhadas pela presença de forças armadas da Guarda Nacional Republicana. Abílio Fernandes, da Câmara Municipal de Évora, já tornara público que a edilidade não concordava com a presença de forças da GNR no concelho para este efeito. Por outro lado, Pezarat Correia, membro do Conselho da Revolução, havia emitido um documento público onde criticava, em termos muito duros, a política do IV Governo no domínio da Reforma Agrária e, designadamente, os seus aspectos repressivos. Todos estes acontecimentos levaram a que o Primeiro-ministro Mota Amaral, o ministro da Agricultura Vaz Portugal, o secretário de Estado da Estruturação Agrária Ferreira do Amaral e outros membros do governo se reunissem, de urgência, para tratar da contestação popular à Reforma Agrária.

Fonte: Diário de Lisboa nº 19902, 10 de Março de 1979, 58º ano de publicação, pp.1 e 24

A Reforma Agrária de 1975 foi, em paralelo com as nacionalizações, uma estratégia para criar um modelo económico colectivista em Portugal. Já antes de 15 de Abril, data da publicação do Decreto-Lei 203/75, que permitia a expropriação de propriedades agrícolas, o processo de ocupação de terras se tinha iniciado. Foi posto em prática sobretudo no Alentejo (distritos de Évora, Beja e Portalegre) e em alguns concelhos do Ribatejo, através da criação de unidades de produção colectiva, de carácter cooperativo.


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