1964 – Estreia, em Lisboa, o filme francês “A Fúria de Maigret”, com Jean Gabin
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A 17 de Janeiro de 1964, estreia em Lisboa, nos cinemas Condes e Roma, o filme francês “A Fúria de Maigret” [Maigret voit rouge], extraído de um romance de
Georges Simenon. Uma noite, em Pigalle, o inspector Lognon testemunha um tiroteio: os ocupantes de uma viatura Citroën DS disparam sobre um homem que
tomba no chão. Enquanto Lognon telefona à polícia, o corpo desaparece levado por outro veículo. O inspector Maigret, interpretado por Jean Gabin, toma
conta deste caso e acaba por descobrir que os assassinos não são vulgares criminosos parisienses mas homicidas que vêm directamente dos Estados Unidos.
Fonte: Diário Popular nº 7637, de 17-01-1964, 22º ano de publicação, p. 5
Nos anos sessenta, filmes franceses e italianos enchiam as salas de cinema em Portugal, ombreando, em número de espectadores, com as superproduções norte-americanas. | |

1964 – Nos Estados Unidos questiona-se: dever-se-á fumar ou deixar de fumar?
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O Diário Popular de 16 de Janeiro de 1964 e o do dia seguinte, trazem um artigo, em duas partes, intitulado “Fumar ou deixar de fumar”. O articulista começa
por referenciar que um relatório da comissão de cientistas acaba de provocar enorme controvérsia nos Estados Urdidos por afirmar que o tabaco é prejudicial
à saúde e influi no índice de mortalidade em percentagens que atingem setenta por cento. Num país em que o tabaco figura em quinto lugar na economia
industrial e quatro mil cigarros por ano é o consumo médio de cada adolescente, os adeptos do consumo do tabaco afirmam que «gerações após gerações,
independentemente de quaisquer estudos e pesquisas, fumaram no passado, fazem-no no presente e continuarão a fazê-lo no futuro».
Fonte 1: Diário Popular nº 7637, de 17-01-1964, 22º ano de publicação, pp. 1 e 11
Fonte 2: Diário Popular nº 7638, de 18-01-1964, 22º ano de publicação, pp. 1 e 12
Volvidos mais de quarenta anos sobre este artigo, assiste-se, finalmente, em todo o mundo, à consciencia-lização dos malefícios do
tabaco, sendo os próprios governos a introduzir leis limitativas do seu uso em locais públicos, obrigando, ainda, a que todos os maços de tabaco tenham
ecrito, em lugar bem visível, a frase FUMAR MATA. | |

1967 – Circula em Portugal meio milhão de veículos
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Em 1967 apenas circulavam em Portugal meio milhão de veículos mas já se falava de inúmeros problemas de trânsito. O Diário Popular de 17 de Janeiro de 1967
escrevia que, em Lisboa, «é altura de solicitar que as projectadas remodelações do perfil da Avenida da República e a instalação de sinalização eléctrica
automática não sofram atrasos», recomendando, ainda, a abertura de passagens subterrâneas no Terreiro de Paço. No resto do país, aquele jornal referencia
as dificuldades sentidas nas grandes radiais de tráfego, nomeadamente a estrada Vila Real de Santo António – Montijo e Lisboa – Elvas.
Fonte: Diário Popular nº 8712, de 17-01-1967, 25º ano de publicação, pp. 1 e 13
Os problemas de trânsito não são, como se vê por este artigo, apenas dos nossos dias. Por muitas obras rodoviárias que se realizem,
há sempre muito tráfego. Estima-se que só na capital portuguesa entre, todos os dias, um número de viaturas superior à quantidade de carros que
havia em circulação em 1967. A única solução reside na utilização dos transportes públicos, em alternativa ao carro particular. | |

1970 – Novo projecto de reforma do Ensino
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A 17 de Janeiro de 1970, Marcello Caetano, num discurso proferido na rádio, informa o País da existência de um novo projecto de reforma do Ensino. As linhas
gerais dessa reestruturação serão apresentadas pelo ministro da educação nacional José Veiga Simão, a 6 de Janeiro de 1971, na forma de dois textos
destinados a proporcionar uma ampla e aberta discussão: o Projecto do Sistema Escolar e as Linhas Gerais da Reforma do Ensino Superior.
Durante dois anos, estes dois documentos atraem a atenção de todos os portugueses, sendo ampla e amiudadamente discutidos nas escolas e nos diversos órgãos
de comunicação social. O Diário de Lisboa, por exemplo, dedica-lhes a página 3 da sua edição nº 17634 de 26 de Janeiro de 1972. Em Abril de 1973, a reforma
tornar-se-á, finalmente, lei.
Fonte 1: A reforma de Veiga Simão no ensino: projecto de desenvolvimento social ou «disfarce humanista»?,
Análise Social, vol. XIX (77-78-79), 1983 - 3.°, 4.° 5.°, p. 793
Fonte 2: Diário de Lisboa nº 17634, de 26-01-1972, 51º ano de publicação, p. 3

«No mundo português existem milhões de homens a instruir e a educar; existe uma imensidade de terras à espera do desbravo [...] Educar todos os portugueses,
educá-los promovendo uma efectiva igualdade de oportunidade, independentemente das condições sociais e económicas de cada um, é o objectivo desta batalha
da educação».
Fonte: Valente Sanches, Diário das Sessões, Assembleia Nacional, 1972, p. 3740 |

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A 17 de Janeiro de 1995, morre, em Coimbra, o escritor Miguel Torga, nome literário do médico Adolfo Correia da Rocha.
Proposto várias vezes para o Prémio Nobel da Literatura, a sua vasta obra abrange a poesia, o romance, o teatro, o conto, as crónicas de viagem e as memórias.
Entre os seus textos mais conhecidos estão Os Bichos (1940), Odes (1946) e os 16 volumes do seu Diário, abrangendo o período entre 1941 e 1993.
Ganhou o Prémio Internacional de Poesia (1977), o Prémio Montaigne (1981) e o prémio Luís de Camões (1989).

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