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E F E M É R I D E S

16 DE JANEIRO

Nasce António dos Santos Graça      Faleceu a 7 de Setembro de 1956

A 16 de janeiro de 1882, nasce, na Póvoa de Varzim, o escritor, jornalista, etnógrafo e político António dos Santos Graça. Foi um dos fundadores do semanário O Comércio da Póvoa de Varzim, em 1903. Entre as suas principais obras literárias poderão citar-se as seguintes: O Poveiro (1932), A Crença do Poveiro nas Almas Penadas (1933), Inscrições Tumulares por Siglas (1942), A Canção do Berço (1945) e A Epopeia dos Humildes (1952).

Seguiu para o Ultramar mais um contingente militar em missão de soberania

O Diário Popular e o Diário de Lisboa, assim como outros jornais do dia 16 de janeiro de 1964, inserem uma pequena notícia sobre a partida para o Ultramar de mais um contingente militar.

«Do Cais da Rocha, partiu hoje, a bordo do navio da marinha Mercante nacional, mais um numeroso contingente militar que segue em missão de soberania para o nosso Ultramar».

In Diário Popular n.º 7636, de 16-01-1964, 22.º ano de publicação, p. 7

«Com destino ao território ultramarino, partiu, ao meio-dia, num barco da nossa marinha mercante, mais um contingente de tropas, recrutadas em unidades de Lisboa, Abrantes e Estremoz».

In Diário de Lisboa n.º 14758, de 16-01-1964, 43.º ano de publicação, p. 6

A revolta ocorrida em Luanda a 4 de Fevereiro de 1961, com ataques à Casa de Reclusão, ao quartel da PSP e à Emissora Oficial de Angola, é considerada como o início da luta armada levada a cabo por diversos movimentos de libertação contra a administração portuguesa em África. O Estado Novo, liderado por Salazar, considerava as colónias portuguesas em África como territórios portugueses ultramarinos, pelo que, em missão de soberania, iniciou, a 26 de Abril de 1961, o envio, por via marítima, de tropas para combater aqueles movimentos de libertação que apelidava de terroristas. A partida dos primeiros contingentes militares era descrita com grande relevo nas primeiras páginas dos jornais. Porém, aos poucos e poucos, o descontentamento da população portuguesa pela morte de inúmeros soldados em combate e pela estagnação do desenvolvimento do país devido ao desvio de verbas para o esforço de guerra leva a censura prévia governamental a tentar camuflar estas movimentações militares, sugerindo aos diversos periódicos a colocação das informações sobre a partida de novos contingentes em lugares discretos no interior dos jornais, dando-lhes apenas maior relevo quando altas individualidades marcavam a sua presença. É o caso desta notícia, publicada apenas na página sete do Diário Popular e na página seis do Diário de Lisboa. Saliente-se, igualmente, que, por segurança de ordem militar, estas notícias não referenciavam o nome do navio da marinha mercante que iria transportar as tropas portuguesas. Mesmo assim, era frequente, durante o percurso em águas internacionais, a aproximação de vasos de guerra soviéticos, país que apoiava os movimentos de libertação das antigas colónias portuguesas.