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Maria Luísa V. de Paiva Boléo


Curriculum Vitae




Maria Luísa V. de Paiva Boléo é licenciada em História e frequentou uma pós-graduação em História e Culturas do Brasil. Tem inúmeros trabalhos de investigação histórica publicados nos mais consagrados meios de comunicação social, nomeadamente na Revista Pública (do Jornal Público), na Revista dominical Magazine (do Diário de Notícias), na Revista do Jornal Expresso, na Revista Visão e na Revista feminina Máxima. Recentemente, passou a colaborar nas páginas do Portal O Leme. O seu trabalho como investigadora histórica, como biógrafa de mulheres notáveis e como defensora dos Direitos da Mulher, têm-lhe proporcionado convites para participar, como oradora, em inúmeros congressos e como moderadora em diversos debates. É sócia correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.


Livros publicados por esta autora


D, Maria I, a Rainha Louca, traça-nos um retrato completo e inédito desta mulher aclamada rainha a 13 de Maio de 1777, com 43 anos de idade. Mulher culta, promoveu as artes e as ciências. Devota e caridosa, mandou edificar a Basílica da Estrela e levou a sério as suas funções de governante sempre em nome dos seus súbditos e dos interesses de Portugal.
Nascida a 17 de Dezembro de 1734, ficou para a História como D. Maria I, a Rainha Louca. Na sua conturbada vida, viveu o horror da destruição do terrível terramoto que abalou a capital em 1755, viu o seu pai, D. José I, sofrer um atentado, assistiu à execução de alguns nobres que foram acusados de conspiração, sofreu atormentada a pressão e a crueldade do marquês de Pombal, homem de confiança de seu pai, mas teve forças para o confrontar e afastar do poder. Em pouco mais de dois anos, viu morrer o seu querido marido, D. Pedro III, o filho primogénito e herdeiro da coroa, a sua filha e o genro espanhol, e o seu confessor Frei Inácio de São Caetano. Estes acontecimentos, aliados aos tempos conturbados que se viviam na Europa, graças à Revolução Francesa, marcaram de forma dramática a vida de D. Maria I e foram-lhe roubando a paz de espírito e a sanidade mental. Em 1792, considerada incapaz de governar por sofrer de doença mental, vê-se afastada do poder, dando lugar ao seu filho, D. João VI. Com ele embarca para o Brasil sob a ameaça das invasões francesas. É em terras de Vera Cruz que morre, em 1816. [Edição Esfera dos Livros]



CASA HAVANEZA, 140 anos à esquina do Chiado é um livro sobre esta zona da cidade de Lisboa, abordando os costumes e pessoas, desde meados do séc. XIX até Julho de 2004. Esta obra, profusamente ilustrada, é editada pelas Publicações Dom Quixote. O Leme insere um pequeno extracto dedicado à Moda: Por todo o séc. XIX instalaram-se, com grande sucesso, em Lisboa, modistas de roupa e de chapéus e alfaiates, a maioria de origem francesa, o que prova que, em questão de modas, os e as portugueses se dispunham a gastar o que tinham e o que não tinham para andar vestidos pela moda europeia...



Textos publicados no Portal O Leme



Os seus animais são verdadeiros, têm personalidade e alma própria. São coelhos, gatos, patos, raposas, retratados sem paternalismos nem pieguices, criados pela mulher que os tornou protagonistas dos seus livros, a escritora e artista Beatrix Potter, nascida muito antes de Harry Potter ter ocupado a cabeça dos nossos miúdos. Uma mulher que gostava muito mais da natureza do que propriamente de crianças...



Numa época em que as mulheres estavam confinadas à família, à música e aos bordados, Antónia Pusich defendeu que deveriam também aprender a ler e a escrever para poderem participar na vida social e política do País. Através dos jornais que fundou despertou nas mulheres o sentido cívico que viria a ser uma realidade nos séculos que se lhe seguiram. Conhece-a e admire-a.



É vulgar, em textos portugueses sobre a história de Portugal, haver referências à rainha de Inglaterra, D. Catarina de Bragança, como alguém infeliz e desprezada pelo marido, o rei Carlos II. Repete-se constantemente que a filha de D. João IV e de D. Luísa de Gusmão foi uma rainha que sofreu as maiores desconsiderações do marido, por este ter mantido diversas favoritas. Se é facto que isso aconteceu, também é importante frisar que eram os usos da época. Convém divulgar que Catarina introduziu, além do chá, diversas inovações na corte britânica. Conheça melhor esta rainha no ano em que passam 300 anos sobre a sua morte.



Conheci Miguel Torga em Coimbra. Encontrava-o muitas vezes no eléctrico carreira nº 3, quando ambos regressávamos dos nossos respectivos trabalhos, nos anos 70, rumo à parte alta da cidade. Médico que sempre foi a par de escritor, terminava as consultas no seu consultório no Largo da Portagem, 45 e eu já apanhara o mesmo eléctrico duas paragens antes...



No dia 29 do fatídico mês de Agosto, de 1935, uma rainha adorada pelo povo morria num desastre de viação aos 29 anos. Astrid da Bélgica deixou três filhos pequeninos, um marido inconsolável, um povo de luto e o mundo inteiro consternado.




De todas as obras executadas pelo homem, com mais ou menos «engenho e arte», as pontes têm uma beleza muito especial, pela sua simplicidade ou espectacularidade, que tem também a ver com a paisagem envolvente e, quase sempre com a vida de uma aldeia ou cidade. Quando viajamos elas lá estão discretas ou imponentes, cumprindo a sua missão em silêncio, como respeitáveis relíquias do passado. As pontes estão repassadas de mitos e simbolismo e cada uma tem a sua história, com tragédias e triunfos para contar. Já reparou que foram precisamente as pontes escolhidas para tema das notas em papel-moeda da União Europeia, numa nítida mensagem do traço de união entre povos e culturas. Recorda-se aqui a história verdadeira de uma ponte famosa que existe do outro lado do Atlântico – a Ponte de Brooklyn – que teve uma mulher como protagonista – Emily Warren Roebling.




Lisboa está cheia de testemunhos de Santo António – o seu santo mais querido e popular. Os museus e bibliotecas portuguesas possuem quase tudo o que um erudito pode querer saber sobre este português fora do vulgar, que viveu nos primórdios da nacionalidade. Porém para a maioria dos lisboetas que não vão às bibliotecas e raramente aos museus, o dia 13 de Junho não passa de um agradável feriado em honra de Santo António, onde se aproveita para ir comer caldo verde e sardinhas assadas, de preferência junto aos bairros da Sé e ver as marchas populares. As crianças já não pedem umas moedas para enfeitar o trono do Santo e as meninas solteiras provavelmente já não lhe pedem um namorado. Tanta popularidade, oitocentos e dez anos depois do seu nascimento, leva-nos a recordar aspectos da vida deste santo, passada entre Lisboa, Coimbra e Pádua.


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