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Uma das últimas fotografias de Braamcamp Freire
B.Freire, à direita, sentado à mesa com a esposa
Braamcamp Freire enquanto jovem
Braamcamp Freire nos funerais de Miguel Bombarda e Cândido dos Reis, em Outubro de 1910
BRAAMCAMP FREIRE NOS JORNAIS HUMORÍSTICOS DO SEU TEMPO
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1. A FAMÍLIA BRAAMCAMP EM PORTUGAL
A família Braamcamp é de origem holandesa. O primeira a exercer cargos políticos em Portugal foi Hermano José Braamcamp, embaixador prussiano em Lisboa,
no reinado de D. José. O avô de Braamcamp Freire foi Ministro dos Negócios Estrangeiros em 1882. Seu tio, Anselmo José Braamcamp Freire,
desempenhou vários cargos ministeriais, entre os quais o de Primeiro-Ministro em 1878. Era uma família de tradições liberais,
que muito influenciou a formação política e humana de Braamcamp Freire.
2. NÓTULA BIOGRÁFICA
1849 1 de Fevereiro |
Anselmo Braamcamp Freire, filho de Manuel Nunes Freire da Rocha, 1º barão de Almeirim e de Luísa Maria Joana Braamcamp,
neta do barão do Sobral, nasce no Palácio Azul, na Praça da Alegria, em Lisboa.
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1869 6 de Fevereiro |
Casa com sua prima, Maria Luísa da Cunha Menezes, neta do conde de Lumiares.
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1875 18 de Abril |
Morre o seu filho, em Benfica.
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1886 22 de Julho |
Nomeado Par do Reino pelo rei D. Luís.
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1921 23 de Dezembro |
Morre em Lisboa, na sua casa da Rua do Salitre, nº 146, onde está afixada uma placa alusiva, colocada pela Câmara Municipal de Lisboa.
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3. BRAAMCAMP FREIRE HISTORIADOR
A obra historiográfica de Braamcamp Freire mantém ainda hoje uma enorme importância para os investigadores.
Os medievalistas e os genealogistas não dispensam a consulta dos Brasões da Sala de Sintra.
As dezenas de artigos e particularmente os documentos inéditos, publicados no Arquivo Histórico Português,
a primeira grande revista portuguesa de História, têm um valor inestimável para os historiadores contemporâneos.
A sua obra granjeia-lhe enorme prestígio, que lhe permite tornar-se Presidente da Sociedade de Geografia e da Academia das Ciências de Lisboa.
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1867 |
Matricula-se no curso de Matemática da Universidade de Coimbra, de que desiste no ano seguinte.
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1874 |
Estreia literária, no jornal Diário Ilustrado.
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1899 |
Publica o 1º volume dos Brasões da Sala de Sintra.
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1901 |
Publica o 2º volume dos Brasões da Sala de Sintra.
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1903 |
Funda a revista Arquivo Histórico Português.
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1905 |
Publica o 3º volume dos Brasões da Sala de Sintra.
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1910 |
Publica Crítica e História / Estudos.
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1911 |
Sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa.
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1912 |
Presidente da Grande Comissão das Comemorações dos Centenários de Ceuta e Albuquerque.
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1913 |
Presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa.
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1914 |
Sócio efectivo da Academia das Ciências de Lisboa.
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1915 |
Director dos Portugalie Monumenta Histórica.
Vice-Presidente da 2ª Classe da Academia das Ciências de Lisboa.
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1917 |
Presidente da 2ª Classe da Academia das Ciências de Lisboa.
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1918 |
Sócio correspondente da Royal Historical Society of England.
Presidente da Academia das Ciências de Lisboa.
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1921 |
Publica A Censura e o Cancioneiro Geral.
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4. BRAAMCAMP FREIRE MUNICIPALISTA
Braamcamp Freire foi o 1º Presidente da Câmara Municipal de Loures (1887), onde desempenhou um segundo mandato
presidencial (1893). Em 1907 adere ao Partido Republicano, o que lhe permite chefiar uma lista republicana
à Câmara Municipal de Lisboa (1908), tornando-se o primeiro presidente de uma vereação republicana
da Câmara em 1908-1913, embora o regime monárquico, despeitado com a sua adesão ao Partido Republicano,
nunca o tenha investido nessas funções, à margem da própria lei. Só em 1910, após a implantação da República,
viria a ser reconhecido como Presidente da Câmara, funções que exercia, de facto, desde 1908.
1887 2 de Janeiro |
Eleito primeiro Presidente da Câmara Municipal de Loures.
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1893 |
Eleito para novo mandato na presidência da Câmara Municipal de Loures.
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1908 30 de Novembro |
Eleito Vice-Presidente da vereação repu-blicana da Câmara Municipal de Lisboa.
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5. BRAAMCAMP FREIRE REPUBLICANO
Braamcamp Freire aderiu ao Partido Republicano em 1907, o que originou um movimento nacional de apoio à sua corajosa
atitude, visto que era já considerado um conceituado historiador e um poderoso fidalgo, que nada tinha a ganhar
pessoalmente com o regime republicano. A população de Sacavém, onde residia, recebeu-o em festa.
Estava à frente da Câmara Municipal de Lisboa, quando foi proclamada a República da varanda do edifício camarário.
O seu desempenho nesta Câmara muito contribuiu para a implantação da própria República. Em 1911 foi eleito deputado
por Lisboa e 1º Presidente do Parlamento - a Assembleia Nacional Constituinte -, cargo que teve que abandonar para
assumir a presidência do Senado. Ainda nesse ano, viu o seu nome proposto para 1º Presidente da República,
mas recusou candidatar-se, em consequência das intensas lutas partidárias existentes, que envolveram o seu nome numa
campanha injuriosa.
1907 19 de Novembro |
Adere ao Partido Republicano.
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1911 Maio |
Recusa nomeação como representante diplo-mático português em Berlim.
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1911 28 de Maio |
Eleito deputado nas listas republicanas de Lisboa, para a Assembleia Nacional Constituinte.
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1911 20 de Junho |
Eleito Presidente da Assembleia Nacional Constituinte.
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1911 24 de Agosto |
Eleito Presidente do Senado.
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1912 17 de Outubro |
Embaixador Extraordinário às Comemora-ções do Centenário da Constituição de Cádis, em Espanha.
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