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Portal > Conteúdos > Biografias > Guiomar Madalena de Sá Vasconcelos Bettencout Machado Vilhena


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As mulheres, no mundo ocidental, vivem mais tempo que os homens, assim o afirmam as estatísticas. Numa sociedade que ainda não soube rentabilizar a sabedoria dos mais velhos, esta é uma boa ocasião para apresentar 80 mulheres com 80 anos ou mais, que deixaram a sua marca na história dos povos. Privilegiámos as portuguesas. Espante-se com a diversidade de actividades que tiveram ou têm, desde os Nobel da Medicina e da Paz, à fotografia, meteorologia, teatro, literatura, desporto, política, moda, música e tudo o mais.


GUIOMAR MADALENA DE SÁ VASCONCELOS BETTENCOURT MACHADO VILHENA
(1705-1789)


«Era abastada madeirense que mercê de um secular processo de concentração de morgadios, sucedeu na administração dessas terras vinculadas, revelando-se não só como uma gestora desses bens fundiários, mas sobretudo, como mulher de grande actividade comercial, fazendo concorrência à colónia inglesa que detinha o principal comércio da Ilha, sobretudo relacionado com o vinho» Aproveitou as terras da então desaproveitada Quinta das Angústias mandando restaurar as casas que iam da capela de Santa Catarina até à Quinta da Vigia (hoje sede do governo Regional, até ao mirante que ficou conhecido por «Mirante de Dona Guiomar» já assinalado no séc. XVIII em mapas, pois detinha ancoradouro. A Dona Guiomar se deve a introdução da casta malvasia que se deu particularmente bem naquelas terras. «Era possuidora do último engenho de açúcar ainda existente na Madeira (Ribeira dos Socorridos).» Desenvolveu a economia da Ilha, e soube com coragem e determinação lutar para ultrapassar os preconceitos da sua condição de mulher empresária. «Perdeu, nos negócios, algumas pratas e jóias, vendeu algumas das casas que reconstruíra no Funchal, mas os bens vinculados permaneceram invioláveis e puderam, mais tarde, passar para os herdeiros, um dos quais o conde Carvalhal, não só vendeu a Quinta das Angústias, como também a do Palheiro Ferreiro, hoje em dia morada de ingleses, grandes comerciantes.» (Paulo de Freitas, ex-director da Casa-Museu Frederico de Freitas- Funchal) [Texto que acompanha o selo na emissão de Europa 96 - Mulheres Célebres, em 03/05/1996]


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