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As mulheres, no mundo ocidental, vivem mais tempo que os homens, assim o afirmam as estatísticas. Numa sociedade que ainda não soube rentabilizar a sabedoria dos mais velhos, esta é uma boa ocasião para apresentar 80 mulheres com 80 anos ou mais, que deixaram a sua marca na história dos povos. Privilegiámos as portuguesas. Espante-se com a diversidade de actividades que tiveram ou têm, desde os Nobel da Medicina e da Paz, à fotografia, meteorologia, teatro, literatura, desporto, política, moda, música e tudo o mais.


Maria Agustina Ferreira Teixeira Bessa-Luís
(1922)


Escritora portuguesa, nascida em Vila Meã, Amarante. Começou a escrever aos 16 anos. Casou, em 1945, com Alberto de Oliveira Luís. Viveu em Coimbra até 1948, data em que publicou a novela “Mundo Fechado”. Passa a residir no Porto a partir de 1950, ano em que publica no Porto "Os Super-Homens", primeiro romance. O reconhecimento do seu talento de romancista viria em 1953 com a atribuição do Prémio Delfim Guimarães ao livro "A Sibila", galardoado no ano seguinte com o Prémio Eça de Queiroz. Dos romances que se lhe seguiram, destacam-se “Os Incuráveis” (1956) e “Ternos Guerreiros” (1960). Estreou-se no teatro com "O Inseparável" (1958). Romances dos anos sessenta e setenta são a trilogia "As Relações Humanas" (1964-66), "As Pessoas Felizes" (1975) ou "As Fúrias" (1977), mais tarde adaptado ao teatro. "O Concerto dos Flamengos" (1994) é uma incursão notável pela história de Maria da Borgonha e do seu casamento com Carlos o Temerário. Agustina recebeu quase todos os grandes prémios de literatura em Portugal: o Grande Prémio de Romance e Novela da APE 1983 com “Os Meninos de Ouro”, os Prémios Ricardo Malheiros, da Academia das Ciências de Lisboa em 1966 e 1977, o Prémio D. Dinis, da Casa de Mateus, em 1981, o Prémio do Pen-Clube português em 1980 e o Prémio Camões em 2004. Teve uma breve incursão na política quando aceitou ser directora do Teatro Nacional D. Maria II num governo do Partido Social-Democrata. É sócia da Academia das Ciências de Lisboa (1979), foi-lhe atribuída a Comenda da Ordem Militar de Santiago da Espada (1980) e é sócia das Académie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres, de Paris (1988) e da Academia Brasileira de Letras (1989). Está traduzida em vários países e os seus livros já foram passados ao cinema como “Francisca”, de Manoel de Oliveira, “A Corte do Norte”, “Prazer e Glória” e “Vale Abraão”. (Adaptação da biografia da responsabilidade do Instituto Camões)