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As mulheres, no mundo ocidental, vivem mais tempo que os homens, assim o afirmam as estatísticas. Numa sociedade que ainda não soube rentabilizar a sabedoria dos mais velhos, esta é uma boa ocasião para apresentar 80 mulheres com 80 anos ou mais, que deixaram a sua marca na história dos povos. Privilegiámos as portuguesas. Espante-se com a diversidade de actividades que tiveram ou têm, desde os Nobel da Medicina e da Paz, à fotografia, meteorologia, teatro, literatura, desporto, política, moda, música e tudo o mais.


Emily Greene Balch
(1867-1961)


Economista, socióloga e feminista, prémio Nobel da Paz, nasceu no Massachusetts (EUA) e frequentou uma escola quaker, orientação religiosa da família. Estudou economia e literatura. Obteve uma bolsa de estudo no estrangeiro, bolsa jamais atribuída a uma aluna. Emily era demasiado dotada e de forte carácter. Viajou para Paris onde se dedicou a estudar a pobreza e medidas sociais. Regressa aos EUA e com Jane Adam fundou casas onde as trabalhadoras das fábricas de tabaco e manufactura de sacas podiam ter o seu espaço, depois dos dias de árduo trabalho, com horários prolongados. Em 1896 começou a preparar o doutoramento, enquanto ensinava economia e sociologia. Foi docente no Wellesley College. Paralelamente Emily desenvolveu intensa actividade como pacifista e lutou contra as leis discriminatórias para com os imigrantes. Foi delegada ao Congresso Feminino Internacional de Haia, em 1915 e participou nos Congressos da Escandinávia e Rússia. Amiga de Jane Addams esteve na origem da criação da Liga Feminina Internacional para a Paz e a Liberdade tendo chegado a Presidente. Fundou o jornal A Nação. Visitou diversos países, esteve nos Balcãs, Viena e Praga. Em 1946 recebeu, com Elisabeth Morrow, o Prémio Nobel da Paz